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terça-feira, 4 de março de 2014

DEUS ESCOLHE OS FRACOS

"Deus escolhe os fracos para confundir os fortes."

- Dentre os apóstolos, escolheu o analfabeto, o teimoso Pedro para dirigir a sua Igreja.
- Escolheu João Maria Vianney, que mal sabia falar, para Patrono dos Párocos.
- Escolheu Bento XVI com OITENTA ANOS para substituir João Paulo II.
- Escolheu a menina Teresinha de Lisieux para Patrona das Missões e Doutora da Igreja, ela que não saía de seu quarto. 
- Escolheu o gago Moisés para transmitir-lhe os Mandamentos.
- Escolheu o velho Abraão para ser o pai das nações futuras, e ainda deu à sua esposa anciã um filho.
- Escolheu Davi, menino mirrado, para derrubar Golias.
- Leia a Bíblia, a lista de fracos vencedores é imensa!
- Paulo diz: "É quando sou fraco que sou forte."

É assim que as coisas funcionam quando Deus está à frente. Por isso, não tenhamos medo. Basta dizer "SIM", como Maria. Basta estarmos dispostos, prontos para a luta, e Deus fará o resto por nós, inspirando o nosso pensar, o nosso falar, o nosso agir.

domingo, 2 de março de 2014

Desperta, tu que dormes!

Por Raquel Nascimento Pereira


Os brasileiros nunca passaram por um governo comunista. Não imaginam o que seria isso no seu dia a dia, no seu cotidiano.

A maioria dos brasileiros está distraída com outras coisas e um dia dirão: "Dormi na democracia e acordei no comunismo!", e então sentirão na carne o que é o sofrimento de verdade, de ver seus filhos passarem dores e privações e nada poderem fazer.

Há os brasileiros nem tão distraídos, mas aproveitadores. São aqueles que vão com a Onda (vídeo abaixo) e qualquer 150 reais poderá comprá-los para fazerem festa, a festa da revolução. São os “idiotas úteis”, usados e manipulados para a disseminação da propaganda comunista. Serão as primeiras cabeças a rolar, pois tudo o que um governo comunista NÃO QUER é revolucionariozinho de chilique ateando fogo nas praças. Isto é bom apenas até a implantação do regime. Depois...

E há outros brasileiros que apóiam Dilma, Lula, Maduro, Che, Fidel, etc e tal, e acham que a pregação deles é válida, que eles são sinceros quando falam da "opção pelos pobres". Essas pessoas acreditam mesmo nisso e até tentam converter seus amigos para que também apóiem o comunismo, sem saberem que é comunismo. Acreditam que o mundo de Marx é possível. Estes amam o inferno pensando que é céu.

Há estrangeiros que vieram de países comunistas para o Brasil, e nos contam o seu sofrimento, contam como aconteceu, o passo-a-passo da revolução comunista, as mortes em suas famílias, as guerras urbanas, a fome, a falta de tudo... e como conseguiram escapar. Estes choram quando veem a real possibilidade do comunismo se instalar no Brasil. Arrume um tempinho e leia: http://noticiasdaucrania.blogspot.com.br/. Folheie as páginas anteriores, desde anos passados. É de estarrecer!

E há outros brasileiros ainda - nestes eu me incluo - que conhecem o comunismo de ouvir falar. Com a internet sabemos tudo. Foi pela internet que tive conhecimento do Foro de São Paulo, das suas reuniões, da sua real intenção de implantar na América Latina a URSAL (cópia da URSS). Hoje tiraram o site do Foro de São Paulo do ar, mas quem quiser saber mais, há algumas atas que o Prof. Olavo de Carvalho conseguiu reter, teve o cuidado de salvar e deixar disponível neste site: http://www.midiasemmascara.org/arquivo/atas-do-foro-de-sao-paulo.html.

E há os católicos, pessoas simples.  Muitos deles não imaginam o que seja o comunismo e estão mais preocupados com as suas orações. Entretanto, ouviram o que Nossa Senhora disse em Fátima: “Rezem o Terço, façam penitências e sacrifícios para que o MAL do comunismo não se alastre pelo mundo”. Então, se Nossa Senhora chama o comunismo de MAL, ainda que não compreendam o que seja realmente isso, rezam.

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Não se derruba um governo comunista apenas pelas palavras. Derruba-se com ARMAS. O comunismo é violento e não tem dó. Não foi à toa, portanto, o golpe de 1964. Não havia outro meio, não HÁ outro meio. Mas hoje, quem usaria estas armas em nosso favor? As Forças Armadas? Elas, que mal têm uma pistola em punho? Quem poderia nos defender? O STF, aparelhado por comunistas? Quando abrirem as comportas do inferno da Papuda, os demônios sairão ferozes, prontos a devorar o primeiro tolo que cruzar o seu caminho.

Por isso, não há mais nada a fazer, senão deixar para trás o antigo paradigma, zerar o intelecto e começar tudo de novo, estudando o be-a-bá dia após dia, tomando consciência do certo/errado e disseminando a verdade, esclarecendo pessoa por pessoa, inclusive aqueles a quem iludimos. É um processo longo de conversão, leva alguns anos, assim como levará alguns anos para que nos livremos do comunismo que “surge do nada” no limiar da nossa porta. E... sofrer as consequências da nossa mediocridade.

Foi uma pena que não demos ouvidos a João Batista que gritava no deserto: “- Convertei-vos!”
Foi uma pena que não demos ouvidos aos nossos pais, aos nossos antecessores, aos mais experientes, que nos diziam: “- Saia daí, isto é perigoso!”  Como crianças desobedientes e rebeldes,  vamos agora sofrer na carne a nossa estupidez, nós e nossas famílias.  
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Não sou comunista, socialista, marxista, leninista, nazista, fascista, não sou de esquerda, meia-esquerda, centro-esquerda, extrema-esquerda. Não sou de direita, extrema-direita, reacionária, radical, nem sou liberal, neoliberal, conservadora  ou o que valha. Isto são apenas títulos que se dão a ideologias e, como qualquer ideologia, pode mudar o seu sentido de um dia para outro. Sou CATÓLICA, cuja palavra não passa, e o meu parâmetro para discernir entre certo/errado é Jesus Cristo – ontem, hoje e sempre.
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Oração a Nossa Senhora Aparecida pedindo afaste o flagelo do comunismo do Brasil

“Ó Rainha do Brasil, nesta hora de tantos perigos para a nossa Pátria, afastai dela o flagelo do comunismo ateu.

“Não permitais que consiga instaurar-se em nosso País, nascido e formado sob o influxo sagrado da civilização cristã, o regime comunista, que nega todos os Mandamentos da Lei de Deus.

“Para isso, ó Senhora, conservai viva, aumentai a rejeição que o comunismo encontrou em todas as camadas sociais do povo brasileiro. “Ajudai-nos a ter sempre presente que:

“1) O Decálogo nos manda “amar a Deus sobre todas as coisas”, “não tomar seu santo Nome em vão” e “guardar os domingos e festas de preceito”. E o comunismo ateu tudo faz para extinguir a Fé, levar os homens à blasfêmia e criar obstáculos à normal e pacífica celebração do culto;

“2) O Decálogo manda “honrar pai e mãe”, “não pecar contra a castidade” e “não desejar a mulher do próximo”. Ora, o comunismo deseja romper os vínculos entre pais e filhos, entregando a educação destes em mãos do Estado. O comunismo nega o valor da virgindade e ensina que o casamento pode ser dissolvido por qualquer motivo, pela mera vontade de um dos cônjuges;

“3) O Decálogo manda “não furtar” e “não cobiçar as coisas alheias”. O comunismo nega a propriedade privada e sua tão importante função social;

“4) O Decálogo manda “não matar”. O comunismo emprega a guerra de conquista como meio de expansão ideológica e promove revoluções e crimes em todo o mundo;

“5) O Decálogo manda “não levantar falso testemunho”, e o comunismo usa sistematicamente a mentira como arma de propaganda.

“Fazei que, tolhendo resolutamente os passos à infiltração comunista, os brasileiros de todas as classes sociais possam contribuir para que se aproxime o dia da gloriosa vitória que predissestes em Fátima com estas palavras tão cheias de esperança e doçura: “Por fim meu Imaculado Coração triunfará”.” 

(Otto Ferreira)

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Senhor, o que queres que eu faça?


Aos evangélicos que se converteram à Igreja Católica, que tal saírem do maravilhamento e partirem para a luta? A Igreja precisa de vocês, e muito! Todo conhecimento que vocês adquiriram na sua busca pela Verdade, muitos de nós, católicos, ainda não temos. Precisamos de vocês para catequizar - até aos próprios católicos - com o seu testemunho:
- de verdadeira adoração
- do temor de Deus
- da modéstia
- do estudo bíblico
- da fidelidade a Deus
- da educação dos filhos
- da vida de oração
- da perseverança
- do amor a Deus acima de todas as coisas
Precisamos de vocês para que nos ajudem a consertar os erros que a TL provocou em nossa Igreja:
- na liturgia
- na evangelização
- na moral e nos costumes
Precisamos de vocês:
- na catequese, especialmente de adultos
- na liturgia
- na música
- na acolhida
Está mais que na hora de vocês arregaçarem as mangas! Foi Jesus quem os trouxe para cá, e Ele tem os Seus planos com relação a cada um de vocês. Não percam mais tempo – o tempo urge!
- Senhor, eis-me aqui! O que queres que eu faça?

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Quem é Jesus Cristo?

Ame-o ou deixe-o.


LIFT THE CITY
Flash Mob realizado na Inglaterra (Pantasaph in North Wales) 
com o Frade Franciscano Brother Paul
Blog: http://acertainhope.blogspot.com.br/2011/06/making-of-eucharistic-flash-mob.html
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Em Gênesis, Ele é a Semente da mulher.
No Êxodo, Ele é o Cordeiro Pascal.
No Levítico, Ele é o Sacerdote, o Altar, o Cordeiro e o Sacrifício.
Em Números, Ele é a Nuvem durante o dia e a Coluna de Fogo à noite.
No Deuteronômio, Ele é o Profeta, como Moisés.
Aproximem-se e ajoelhem-se diante dele agora.

Em Josué, Jesus é o Capitão da nossa salvação.
Em Juízes, Ele é o nosso Juiz e Legislador.
Em Rute, Ele é o nosso Parente Redentor.
Em 1º e 2º Samuel , Ele é o Profeta a nós confiado.
Em Reis e Crônicas, Ele é o Rei.
Em Esdras, Ele é o Construtor das muralhas destruídas da vida humana.
Aproximem-se e ajoelhem-se diante dele agora.

Em Neemias, Jesus é o nosso Restaurador.
Em Tobias, Ele é o Mensageiro da Nova Vida.
Em Judite, Ele é a Fortaleza.
Em Ester, Ele é o nosso Advogado.
Em 1º e 2º Macabeus, Ele é o Líder que morre pela Lei de Deus.
Aproximem-se e ajoelhem-se diante dele agora.

Em Jó, Ele é o nosso Redentor Imortal.
Nos Salmos, Ele é o nosso Pastor.
Em Provérbios, Ele é a Sabedoria.
No Eclesiastes, Ele é a nossa esperança e ressurreição.
Nos Cânticos dos Cânticos, Ele é o nosso Amado Noivo.
Em Sabedoria, Ele é a Emanação do Pensamento de Deus.
No Eclesiástico, Jesus é a nossa segurança.
Aproximem-se e ajoelhem-se diante dele agora.

Em Isaías, Jesus é o Servo Sofredor.
Em Jeremias, Ele é a Descendência Justa.
Em Lamentações, Ele é o Profeta que chora.
Em Baruc, Ele é a Misericórdia do Eterno.
Em Ezequiel, Ele é Aquele que tem o direito de governar.
Em Daniel, Jesus é o Quarto Homem na fornalha ardente.
Aproximem-se e ajoelhem-se diante dele agora.

Em Ozéias, Jesus é o Esposo Fiel.
Em Joel, Ele é Aquele que batiza com o fogo do Espírito Santo.
Em Amós, Ele é o Restaurador da Justiça.
Em Abdias, Ele é o Poderoso para salvar.
Em Jonas, Ele é o nosso grande Missionário Estrangeiro.
Em Miquéias, Ele é os Pés daquele que traz as Boas Novas.
Aproximem-se e ajoelhem-se diante dele agora.

Em Naum, Jesus é a nossa Fortaleza nas desgraças.
Em Habacuc, Ele é Deus, nosso Salvador.
Em Sofonias, Ele é o Rei de Israel.
Em Ageu, Ele é o Anel do Sinete.
Em Zacarias, Ele é o nosso humilde Rei montado num potro.
Em Malaquias, Jesus é o Filho da Retidão.
Aproximem-se e ajoelhem-se diante dele agora.

Em Mateus, Jesus é Deus-Conosco.
Em Marcos, Ele é o Filho de Deus.
Em Lucas, Ele é o Menino, Filho de Maria.
Em João, Ele é o Pão da Vida.
Em Atos, Jesus é o Salvador do Mundo.
Aproximem-se e ajoelhem-se diante dele agora.

Em Romanos, Jesus é a Retidão de Deus.
Em 1º Coríntios, Ele é a Ressurreição.
Em 2º Coríntios, Ele é o Deus Consolador.
Em Gálatas, Ele é o Deus Libertador.
Em Efésios, Jesus é a Cabeça da Igreja.
Aproximem-se e ajoelhem-se diante dele agora.

Em Filipenses, Jesus é a Alegria.
Em Colossenses, Ele é a Perfeição.
Em 1º e 2º Tessalonicenses, Ele é a Esperança.
Em 1º Timóteo, Ele é a nossa Fé.
Em 2º Timóteo, Ele é a nossa Estabilidade.
Aproximem-se e ajoelhem-se diante dele agora.

Em Tito, Jesus é a Verdade.
Em Filemon, Ele é o nosso Benfeitor.
Em Hebreus, Ele é Aquele por quem todas as coisas existem.
Em João, Ele é o Verbo de Deus que se fez Carne.
Em 1º Pedro, Ele é nos chama à santidade.
Em 2º Pedro, Ele é a Pureza.
Aproximem-se e ajoelhem-se diante dele agora.

Em 1º, 2º e 3º João, Jesus é o Amor
Em Judas, Ele é o fundamento da nossa Fé.
No Apocalipse, Ele é o Rei que vem.

Ele é:
O Primeiro e o Último. O Princípio e o Fim.
Ele é o Guarda da Criação e o Criador de Tudo.
Ele é o Arquiteto do Universo e o Administrador de Todas as Épocas.
Ele sempre foi, Ele sempre é, Ele sempre será
Impassível, Inalterado, Invicto, e jamais será arruinado.

Ele foi ferido e nos trouxe a cura.
Ele foi transpassado e aliviou a nossa dor.
Ele foi perseguido e nos trouxe a liberdade.
Ele morreu, e nos trouxe a Vida.
Ele ressuscitou, e nos traz Vitória.
Ele reina, e nos traz a Paz.

O mundo não pode compreendê-lo.
Os exércitos não podem derrotá-lo.
As escolas não podem explicá-lo
e os líderes não podem ignorá-lo.

Herodes não pôde matá-lo.
Os Fariseus não podiam enganá-lo.
As pessoas não podiam detê-lo.
Nero não pôde esmagá-lo.

Hitler não pôde silenciá-lo.
A Nova Era não pode substituí-lo
e o mundo não pode dar satisfação Dele.

Ele é Vida, Amor, Eternidade e Senhor.
Ele é Bondade, Benevolência, Suavidade e Deus.
Ele é Santo, Justo, Imenso, Poderoso e Puro.

Seus Caminhos são corretos.
Suas Palavras são eternas.
Sua Lei é imutável.
Sua Mente está em mim.

Ele é meu Redentor, Ele é meu Salvador,
Ele é meu Sacerdote, Ele é meu Deus.
Ele é a minha alegria, Ele é o meu conforto,


Ele é o meu Senhor, Ele governa a minha vida.

(Autor Desconhecido)
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sábado, 1 de fevereiro de 2014

NO MUNDO DO SOL

por Raquel Nascimento Pereira

Muitas pessoas que se convertem à Igreja Católica costumam dizer que os católicos não dão valor ao tesouro que possuem. Observam que os católicos tradicionais, aqueles que nasceram em berço católico, parece que nem dão bola para a Eucaristia - presença do Cristo vivo na hóstia consagrada - e que vivem como se nenhum milagre estivesse acontecendo. Alguns convertidos dizem até que, depois que descobriram a beleza da liturgia católica e da presença real de Jesus na Eucaristia, sentem vontade de ajoelhar-se diante d'Ele e permanecer ali, dia e noite, em adoração, e que não compreendem como pode um católico que nasceu na Igreja, recebeu todos os sacramentos e recebe o Deus da Vida em seu coração todos os domingos, como pode que esta pessoa não reverencie Jesus como Ele merece, e não trema diante d'Ele.

Pode ser. Sou convertida há mais de 20 anos, e também tive esta impressão. Mas, imagine o seguinte:

Faça de conta que você viveu a sua vida toda num mundo sem sol. Um mundo frio e escuro. Você se esquentava com o calor de uma brasa acesa. Nessa brasa você fazia a sua comida e se alimentava. Você nasceu, cresceu, aprendeu a ler, a escrever, a se relacionar com as pessoas, a trabalhar... à luz de velas. Sempre tateando, tentando ver mais além através da chama de uma vela. Nunca viu um sol na vida, nem sabe como ele é. Algumas pessoas comentam que existe, sim, um sol, e que ele esquenta, e ilumina, e transpassa, e até cura! Você reflete, você compara esse sol  à sua brasa: ela também esquenta. Compara-o à sua vela: ela também ilumina. Mas... transpassa? Cura?
Seus pais sempre lhe disseram que isto é uma invenção de Constantino, paranóia de alguns fanáticos por um sol que não existe. Você fica encucado. Já vira alguns cartões postais com a figura do sol, e parecia tão real... Enfim, o sol existe ou não? Como seria a vida humana num mundo com a presença do sol?

Então, alguém lhe sopra aos ouvidos:
- É verdade, o sol existe. Mas é num outro mundo, e não é fácil chegar lá.

Decidido, você resolve tirar isto a limpo, se debruça nos livros e começa a pesquisar. Vai lendo, vai pesquisando, vai pensando, vai caminhando, caminhando... vai subindo, subindo... até que entra em êxtase:
- Siiiiiiim, o sol existe!!!!! Vejo o seu brilho, vejo a sua luz, sinto o calor de seus raios a me transpassar! O sol existe, eu o encontrei!!!

Você volta correndo contar para os seus que viu o sol - de verdade! -, mas as pessoas olham para você com tristeza e abanam a cabeça: - tsc tsc... coitado, mais um que caiu na conversa! - e tentam provar por A + B que o sol não existe. Entretanto... você o viu. Você sabe que viu.

Sim, você viu o sol. Você tem absoluta certeza, era ele. Então, dá meia volta e parte correndo ao seu encontro. Chega perto dele, se ajoelha e chora.
- Oh!, sol da minha vida! Sol que me ilumina, que me esquenta, me transpassa e cura!

E não quer mais sair dali, de tão extasiante vislumbre! Não consegue pensar em outra coisa. E assim, a cada dia, você passa a acompanhá-lo, desde o seu despontar até o seu ocaso. Sente que o sol ilumina todo o seu dia sem que você o alimente, como fazia com as brasas. Nem precisa acendê-lo, como fazia com as velas. Não, ele vive por conta dele mesmo, sem que você intervenha ou se esforce para que ele exista. Ele é porque é, é "porque sim", porque é próprio do sol ser sol e estar ali, alternando-se entre os dias e as noites. No mundo do sol é assim que as coisas funcionam.

De repente você pára, olha à sua volta e parece que ninguém naquele mundo do sol está vibrando como você. Você vê as pessoas no seu vai-e-vem, pra lá e pra cá, entretidas com isto ou aquilo, e parece que nenhuma delas consegue sentir o que você sente.  Aí você grita:
- Gente! Aqui tem um sol! Vocês viram? Tem um sol aqui, que ilumina, esquenta, transpassa e cura!
Elas olham para você e respondem, naturalmente:
- Sim, sabemos que temos um sol.
Você tenta elevar-lhes os ânimos:
- Que ilumina! Que esquenta!...
- Que transpassa e cura, nós sabemos. Sempre soubemos.
Esta resposta assim lhe cai como um balde de água fria. Quanta arrogância! Quanta altivez! E quanta indiferença! - pensa você.

É que aquelas pessoas... bem, elas estão trabalhando, cuidando da vida. Acordam cedinho, dão um olhadinha para o sol, tomam o seu café da manhã e seguem ao seu trabalho. Elas sabem que não podem chegar muito perto do sol, pois se alguém chegasse pertinho dele, morreria. Então elas o admiram assim, ao longe. Conseguem ver que é redondo, e que brilha muito. (Às vezes ele se deixa ver quase por inteiro, mas isto só acontece no amanhecer ou entardecer, ou quando ele resolve se mostrar.) É o máximo que conseguem ver. No mais, só sentir o seu calor, a sua força, o seu esplendor, os seus raios e a sua vida, que lhes atravessa o corpo e a alma.
Às vezes o sol fica tão quente que elas chegam a suar e se abanar. Em alguns dias acontece de nuvens escuras se interporem e esconderem o sol. No entanto, aquelas pessoas sabem que o sol está ali. Elas sabem porque é dia. Mesmo com nuvens, mesmo no frio ou na chuva, é dia, ele está ali.  Ontem, hoje e sempre. Até o final dos tempos. Está ali.
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Depois de 20 anos também eu me acostumei com a presença do sol na minha vida e com a sua claridade. É interessante que esta claridade faz com que eu veja as coisas que eu faço, e assim tenha mais cuidado. Na claridade do sol eu posso trabalhar, ler, conversar, levar, trazer, subir, andar... não titubeio, não tropeço. Só às vezes - quando estou meio estressada - é que faço as coisas com atropelo e meto os pés pelas mãos. Mas logo percebo o erro, porque a claridade do sol me faz ver as burradas que eu faço.
E quando anoitece? Ah!, quando anoitece... aí eu não vejo nada! Então, aproveito e durmo. Às vezes sonho com o sol. Outras vezes, tenho pesadelos horríveis, mas que passam assim que o dia amanhece, e logo me esqueço deles. E outras vezes perco o sono e passo a noite em claro, imersa em pensamentos perturbadores. Quando isto acontece, parece que o dia demora uma eternidade para amanhecer...

É assim a vida no mundo do sol. Volta e meia vemos pessoas entrando para este mundo, e quando elas descobrem que existe um sol sobre nossas cabeças, ficam pulando de alegria, como que fora de si. É algo novo, com que nunca sonharam. Até que vivam um tempo aqui e se acostumem, como eu já me acostumei, e já não saberia mais viver num mundo de brasas e velas.
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terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Alguns conselhos para aqueles que genuinamente querem ajudar os pobres

por 
 
Se você está preocupado com a 'justiça social' e quer genuinamente ajudar os pobres a subir na vida de maneira permanente e independente, há alguns procedimentos que você pode seguir.
Sua primeira e imprescindível obrigação para com os pobres é: não se torne um deles e não faça com que outros se tornem um deles.  Será muito mais difícil ajudar pessoas pobres se você ou seu vizinho se tornar pobre.  Assim como você não deve se tornar pobre, você também não deve defender políticas que levem ao empobrecimento de ricos na crença de que isso levará ao enriquecimento dos pobres.  Para o pobre, não interessa se foi você ou o seu vizinho que empobreceu por meio de medidas do governo; a situação dele não melhorará.  Um rico empobrecido não cria um pobre enriquecido.  A economia não é um jogo de soma zero.
Não sendo pobre, você tem uma escolha: você pode dar o peixe para os pobres comerem ou você pode lhes arrumar um emprego e ensiná-los a pescar o peixe por conta própria — isto é, ensiná-los a serem seres humanos produtivos.
O que nos leva à sua segunda obrigação: se você quer ensinar os pobres a serem independentes e capazes de se auto-ajudar, comece dando o exemplo ainda dentro de sua própria casa.  Crie seus filhos de maneira austera.  Filhos independentes e não-mimados se tornam mais produtivos, mais solícitos, mais realistas e menos propensos a roubar ou a ser desonestos.  No futuro, seu filho poderá servir de exemplo comportamental para aquelas pessoas que você está preocupado em ajudar.
Dado que todos vivemos no mesmo planeta (e não há como fugir dele — vivos), todos enfrentamos o mesmo problema sobre como alocar recursos escassos da maneira mais eficiente possível do modo a satisfazer desejos cada vez maiores (já são quase 7 bilhões de pessoas na terra).  Há duas maneiras de se alocar recursos: 1) por meio da força, ou seja, por meio de decretos e coerções governamentais; ou 2) voluntariamente, por meio do sistema de preços fornecido pelo mercado. 
Esta segunda maneira é mais duradoura e, logo, preferível para ser adotada com o intuito de sustentar a vida de um enorme número de pessoas.  Por isso, é também sua obrigação explicar às pessoas — principalmente aos seus amigos igualmente sedentos por 'justiça social' — como funciona uma economia de mercado e por que apenas ela pode criar a maior quantidade possível de bens e serviços para os mais pobres, melhorando seu padrão de vida.  Todo e qualquer sistema econômico socialista sempre culmina em escassez e em racionamento de recursos, exatamente o contrário do que você quer para os mais pobres.
Sua terceira obrigação para com os pobres é dar bons exemplos, de modo que eles se sintam estimulados a emular seu sucesso.  Não minta, não roube, não trapaceie e não tome dinheiro das pessoas, tampouco utilize o governo para fazer isso por você.  Não enriqueça por meio de políticas governamentais.  Não aceite dinheiro nem privilégios do governo — dado que o governo nada cria, tudo o que ele lhe dá foi adquirido coercivamente de terceiros (na esmagadora maioria dos casos, contra a vontade de seus legítimos proprietários), uma medida que gera apenas ressentimento destes pagadores de impostos.  Uma civilização que é erigida sobre o roubo e sobre privilégios não pode ser duradoura.  Dê o exemplo não contribuindo para o perpetuamento deste arranjo.
Em um futuro muito próximo, será cada vez mais difícil para um indivíduo preservar sua riqueza.  Governos falidos ao redor do mundo — consequência econômica inevitável de estados assistencialistas e inchados — estarão sedentos para confiscar quaisquer ativos remanescentes em uma desesperada tentativa de prolongar sua sobrevivência (mas sempre em nome do "bem público").  Os direitos individuais serão abolidos em nome do 'bem comum' e várias leis serão criadas com o intuito de tornar ilegal qualquer medida que vise a proteger a riqueza dos indivíduos mais ricos — e aí sim veremos uma verdadeira caça às bruxas.
Algumas pessoas acreditam que poderão evitar problemas caso voluntariamente entreguem seu dinheiro para o governo (ou peçam para que o governo o tribute).  Pode ser, mas o fato é que durante a hiperinflação da França nos anos 1790, os ricos que não fugiram foram decapitados.  Talvez a França tenha sido um caso extremo, mas a história mostra que sempre que os ricos foram pilhados por políticos populistas, os resultados não foram bonitos.  Portanto, não empreste sua retórica e nem dê seu apoio a políticos ou movimentos políticos que defendam o confisco direto da riqueza dos mais ricos.  Além de os pobres nunca terem sido beneficiados por tais medidas (algo economicamente impossível), você estará apenas aumentando o número de pobres.
Portanto, sua quarta obrigação para com os pobres é assegurar parte da sua riqueza para as gerações futuras.  Dado que você genuinamente quer ajudar os pobres, acumule o máximo possível de ativos, trabalhe bastante e produza muita riqueza durante seu tempo de vida.  Ao produzir riqueza, você não apenas estará empregando pessoas e enriquecendo-as também, como estará produzindo para toda a humanidade uma maior quantidade de bens e serviços.  É assim que você fará com que as pessoas subam na vida. 
Caso prefira o assistencialismo puro, você também tem a opção de distribuir toda a sua riqueza quando se aposentar ou quando morrer.  Quanto mais riqueza você produzir, mais você poderá distribuir.  Você tem liberdade de escolha.  Em vez de folgadamente defender o esbulho da riqueza alheia, crie você próprio a sua riqueza e então a distribua para os pobres — ou, melhor ainda, empregue-os neste processo de criação de riqueza.
Durante este processo, você terá de saber manter seus ativos a salvo do perigo, evitando que sejam confiscados pelo governo ou que simplesmente sejam esbanjados e dissipados.  É neste quesito que você terá seus maiores problemas, muito embora várias famílias já tenham demonstrado ser possível manter sua riqueza ao longo de gerações.  Sua riqueza provavelmente estará na forma de ativos produtivos que são difíceis de serem movidos de um país para o outro.  Isso tornará mais difícil se proteger do governo doméstico, que estará ávido para confiscar sua riqueza quando ele precisar do dinheiro.  Conclusão: você terá de diversificar seus ativos ao redor do mundo, de modo que, quando o governo de um país se tornar muito ganancioso (sempre para ajudar os pobres), você terá outra base de operações da qual operar.  Isso irá garantir que você se mantenha fiel à sua primeira obrigação para com os pobres.  Quem disse que é fácil concorrer com o amor do governo pelos pobres?
Caso continue preferindo ensinar a pescar em vez de dar o peixe, sua quinta e última obrigação para com os pobres é legar em herança sua riqueza para alguém (ou para um grupo de pessoas) que irá dar continuidade ao seu trabalho de fazer deste mundo um lugar melhor para os pobres viverem, com uma maior produtividade e uma mais eficiente alocação de ativos.  Esta poderá ser a tarefa mais difícil de todas. 
Ser caridoso com a riqueza dos outros é uma delícia.  Arregaçar as mangas e produzir por conta própria aquilo que você quer ver distribuído já é um pouco mais trabalhoso.  Mas seu amor genuíno aos pobres servirá de estímulo todas as manhãs.  Boa sorte!

Hans F. Sennholz  (1922-2007) foi o primeiro aluno Ph.D de Mises nos Estados Unidos.  Ele lecionou economia no Grove City College, de 1956 a 1992, tendo sido contratado assim que chegou.  Após ter se aposentado, tornou-se presidente da Foundation for Economic Education, 1992-1997.  Foi um scholar adjunto do Mises Institute e, em outubro de 2004, ganhou prêmio Gary G. Schlarbaum por sua defesa vitalícia da liberdade.

Tradução de Leandro Roque