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segunda-feira, 9 de março de 2015

À imitação de Maria


No silêncio,
no abandono,
no amor ao próximo,
no sofrimento,
no conhecimento da Palavra
na meditação da Palavra,
na prática da Palavra,
no culto ao Deus verdadeiro,
na oração,
na sobriedade,
no serviço,
na intercessão pelos que sofrem,
na dedicação à família,
no amor à vida,
no "SIM" a Deus...
Que sejam assim as mulheres, à imitação de Maria:
santas, puras e cumpridoras da vontade do Senhor.

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Ser mulher é muito bom!



As feministas que me desculpem, mas é muito bom ser mulher! 

Como é bom entrar vestida de noiva na Igreja, levada pelo pai ao futuro marido! Que alegria indescritível é esta! E que emoção dançar a valsa dos noivos, ou a valsa de 15 anos! 


E como é bom gerar filhos, senti-los se formando dentro da gente! Como é bom ter a filharada em volta da mesa com aquela conversa alegre e ver aquela comunidade familiar, gerada dentro de nós, em plena harmonia! 


Como é bom encher a casa de flores, perfumes e cores! Crochês nos tapetes, bordados nas almofadas, lençóis com monogramas...


E como é bom poder usar uma saia colorida, um batom delicado e um arranjo florido nos cabelos compridos! Salto alto, meias finas, esmaltes nas unhas compridas, brincos, colares, pulseiras, anéis... 


Como é bom usar um vestido rodado em festas de gala! Gente, isto é muito bom! Usar rímel e sombras coloridas... Como é bom usar anáguas e combinações! E como é bom fazer um penteado com laquê!


Andar com suavidade, falar baixinho, ser discreta, sentar-se com os joelhos colados, aguardar que lhe abram a porta, que lhe puxem a cadeira para sentar e que lhe sirvam um bom vinho! 


Ser mulher é muito bom! A nossa força não está nos músculos – esta pertence aos homens. A nossa força está dentro do nosso coração, sempre aberto e disponível, sempre muito sensível ao abraço, ao afeto, ao serviço.


Sim, as feministas que me desculpem, mas ser mulher É MUITO BOM!

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sexta-feira, 6 de março de 2015

Carta enviada ao Papa Francisco

Curitiba, 30 de outubro de 2014.


À Sua Santidade Papa Francisco, sua bênção!

Tomo a liberdade de dirigir-me diretamente a Sua Santidade para pedir-lhe ajuda com relação à Igreja Católica na América Latina. Sou católica convertida há pouco mais de 20 anos, e a situação política do meu País fez com que eu estudasse mais profundamente e por conta própria os documentos da Igreja (Encíclicas, Catecismo, Doutrina Social da Igreja) e mesmo a Bíblia, que li e reli por diversas vezes.

Com relação à política, não sei se Sua Santidade sabe, mas o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva fundou em 1990, com Fidel Castro, o FORO DE SÃO PAULO, com o intuito de tornar os países da América Latina e Caribe uma nova URSS, agora com o nome de URSAL (União da República Socialista da América Latina).

Participam do Foro de São Paulo, além das FARC (Forças Revolucionárias da Colômbia) e outras entidades revolucionárias,  os seguintes países:

Argentina
Aruba
Barbados
Bolívia
Brasil
Chile
Colômbia
Costa Rica
Cuba
Curazao
Equador
El Salvador
Guatemala
Haiti
Honduras
Martinica
México
Nicarágua
Panamá
Paraguai
Peru
Porto Rico
República Dominicana
Trinidad y Tobago
Uruguai
Venezuela


A Revolução está acontecendo na América Latina com o apoio dos guerrilheiros das FARC e com a participação dos governantes dos países acima listados, que se reúnem vez por outra para decidir as estratégias para cada país, como leis do desarmamento da população, censura à imprensa, desapropriação armada de terras, descriminalização do aborto, liberação da maconha, aparelhamento das entidades estatais pelo Estado, lutas de classes, doutrinação marxista nas escolas, mudança de sexo financiada pelo Estado sem o consentimento dos pais, enfim, é o comunismo da “PATRIA GRANDE” que se consolida, como disse Cristina Kirchner no Twitter (http://oglobo.globo.com/brasil/cristina-kirchner-parabeniza-reeleicao-de-dilma-rousseff-14369322)  ao parabenizar Dilma Roussef pela sua vitória (fraudada) nas últimas eleições.

Se Sua Santidade quiser saber um pouco mais sobre o Foro de São Paulo:

De pouco a pouco a estratégia dos revolucionários liderados por Lula e Castro através do Foro de São Paulo vai tomando a posse destes países, com eleições fraudulentas e assaltos a cofres públicos, tudo “pela causa revolucionária”. No Brasil, Mensalões e Petrolões como exemplos.

Pois bem. Nada disso poderia assustar um País como o Brasil, que se diz de maioria católica. Entretanto, é bom que Sua Santidade saiba que os bispos brasileiros, inclusive a CNBB, estão à frente dos católicos propagando e incentivando a adesão de todos nós no apoio a tais projetos, instituições e ideologias.

Em 2010 a CNBB apoiou plebiscito “pelo limite de propriedade da terra e grito dos excluídos”, com panfletos distribuídos a todas as paróquias do Brasil (http://www.cnbb.org.br/comissoes-episcopais-1/caridade-justica-e-paz/3869-pastorais-sociais-e-organismos-da-cnbb-confirmam-apoio-ao-plebiscito-pelo-limite-de-propriedade-da-terra-e-ao-grito-dos-excluidos) .

Ainda neste ano de 2014, a CNBB se juntou a organizações (http://www.reformapoliticademocratica.org.br/quem-somos-2/) como os ativistas da LGBT,  MST e outras instituições que promovem a luta de classes - inclusive aborto - , para uma marcha pela reforma política brasileira, que significa, de fato, a prática do decreto bolivariano 8.243 (http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2014/Decreto/D8243.htm) -  assinado pela Presidente Dilma Roussef.

E nós (pessoas como eu), todos os dias a desmascarar os bispos da nossa própria Igreja, recolhendo tais panfletos e trabalhando na conscientização dos párocos do que isto realmente significa. Já enviei e-mails para a Congregação para o Clero e Congregação para a Doutrina da Fé denunciando tais fatos, e nada acontece.

Nas últimas eleições, pouquíssimos sacerdotes conseguiram se manifestar contra esse comunismo que sorrateiramente se apossa do nosso País – foram moralmente perseguidos pelos demais de sua Igreja. A maioria dos sacerdotes brasileiros é “a favor dos pobres”, quero dizer, defende o Bolsa Família, Bolsa Escola, Bolsa qualquer coisa, ao invés de defender a promoção do crescimento nas regiões mais carentes.  E defendem, também e insistentemente, a luta de classes e a desapropriação de terras e expropriação de bens. É a estratégia comunista do Foro de São Paulo que se infiltra sorrateiramente em todos os níveis da sociedade – inclusive e especialmente na Igreja – para subverter a ordem pública com o seu marxismo cultural.

No Brasil, 38% dos universitários são analfabetos funcionais, ou seja, não aprenderam nada, o que abre o caminho para a subordinação ao Estado.  O sistema de saúde está sucateado, pessoas morrendo nas portas dos hospitais por falta de remédios, de leitos, milhares de pessoas desempregadas, e que acontece? O Estado DÁ uma Bolsa “Esmola” e o povo fica feliz! Povo humilde, que não conhece seus direitos.  Enquanto isso, somos vilipendiados pela corrupção que toma conta das nossas instituições públicas – com a conivência do Partido dos Trabalhadores, da Presidenta Dilma Roussef. São fatos públicos e notórios, e não temos a quem recorrer. Os pobres ficam cada vez mais pobres, e até os que não eram pobres, hoje já são beneficiários do Bolsa-Família, conforme os números abaixo:
População brasileira: 201.032.714 habitantes
Beneficiários do Bolsa-Família: 47.854.606 beneficiários (23,80% da população)

É precisamente ISTO que “toca os corações” dos nossos sacerdotes, o que, na verdade, é assistencialismo. Ou são muito ingênuos, ou compactuam com a instalação do comunismo na América Latina. Os padres que estudam nas Universidades Católicas latinas são doutrinados pela cultura marxista e aprendem a Doutrina Social da Igreja de maneira distorcida, com o apanágio da Teologia da Libertação. Já tentei conversar com alguns deles, é simplesmente impossível.

Sou uma senhora mãe de família e dona de casa. Como sempre respondo a quem me pergunta, não sou nem de direita, nem de esquerda, nem liberal, nem conservadora, nem progressista ou o que valha: SOU CATÓLICA, e o que penso, digo e faço, o faço à luz dos Evangelhos de Nosso Senhor Jesus Cristo. Faz mais de quatro anos que levanto a minha voz nas redes sociais e em todos os lugares por onde vou para advertir os católicos de que:

1) Quem faz o aborto, quem promove o aborto de alguma maneira ou quem vota em candidatos que promovem o aborto comete pecado grave e está automaticamente excomungado da Igreja (latae setentiae) e não pode, obviamente, receber os sacramentos. (Catecismo da Igreja Católica, parágrafo 2272) – O Partido dos Trabalhadores da Presidente Dilma Roussef tem na sua agenda, como uma das prioridades, a descriminalização do aborto.

2) Quem apoia o comunismo, vota em comunistas ou em candidatos que apoiam o comunismo está automaticamente excomungado da Igreja (latae setentiae).
Fonte: Decreto contra o Comunismo - Papa Pio XII e reforçado pelo Papa João XXIII. É o caso de Leonardo Boff, Frei Betto e outros. É o caso do Foro de São Paulo e dos países cujos governantes lhe são aliados.

No entanto, não encontro respaldo. Até mesmo na minha Arquidiocese fui rejeitada pela Pastoral da Dimensão Social por ter denunciado o seu apoio aberto ao comunismo. Sou uma voz solitária que ecoa no deserto: não há ninguém para ouvir. Nem mesmo os sacerdotes, eles, que deveriam ser os arautos do Evangelho e gritar ao mundo a Verdade proclamada por Jesus Cristo.

Penso, Sua Santidade, que o problema deveria ser atacado pela raiz, e aqui faço um aparte, citando três exemplos:

1) Nas nossas catequeses (andei vistoriando os livros catequéticos):
No 1º ano se ensina que Jesus é o amigo, o companheiro. Não se fala da Cruz, nem da transcendência, nem do Plano de Salvação.
No 2º ano se ensina sobre a Criação, e o tema é o aquecimento global, manter a cidade limpa e outros assuntos de cidadania que já são ensinados nas escolas.
No 3º ano ensina-se sobre os sacramentos, mas sem muito aprofundamento.
No final das contas, os adolescentes fazem a 1ª Eucaristia mais por imposição dos pais que, por sua vez, buscam se “adequar” à sociedade. Não aprenderam a rezar, nada sabem da Santa Missa, não conheceram a Jesus Cristo, enfim, terminam a catequese com a ideia de que podem fazer o que quiserem: não há limites, porque Deus é bonzinho. São esses os católicos do futuro e também os futuros sacerdotes.

2) Se a maioria dos católicos vivesse a sua catolicidade com ortodoxia (fazendo o que lhe orienta a Santa Igreja), não haveria necessidade de Sínodo das Famílias. Todos nós deveríamos saber de cor e salteado o que diz o Catecismo e a Igreja acerca dos homossexuais, dos casais de segunda união, das mães solteiras, das crianças sem batismo, etc. Todos nós deveríamos saber de cor e salteado o que disse Jesus Cristo acerca do matrimônio, dos mandamentos, da eucaristia. Toda essa discussão dentro da nossa Igreja é inútil, pois a resposta a todas essas questões já foi dada nos documentos da Igreja desde há muito tempo, e está nas Escrituras. O que há, além de uma grande desinformação, é a desconstrução de ideias por aqueles que conhecem a Palavra de Deus, e uma desobediência. Cada bispo age como quer, cada pároco faz de acordo com o que pensa, e os documentos da Igreja não servem para nada.

3) Como vamos viver o Ano Missionário? Sendo coniventes com o pecado ou evangelizando, levando o verdadeiro Cristo? Sim, devemos acolher os casais homoafetivos, mas para levá-los, com o nosso testemunho e as nossas palavras, à busca da santidade a que todos nós somos chamados. Mostrar a eles que a paz é possível e que começa dentro de nós pela aceitação do Caminho, Verdade e Vida que é Jesus Cristo. Mostrar que Jesus é, sim, a Porta estreita, mas é o único modo de encontrarmos a verdadeira paz – no desapego de si mesmo, na vivência cristã pura e autêntica e no amor ao próximo.

Se tivéssemos feito isso a tempo, essa nova onda não nos teria atingido. Agora já é tarde, já estamos discutindo se vamos ou não batizar a criança. É óbvio que devemos batizá-la, é óbvio que devemos acolher a todos, porque nenhum de nós é santo (é preciso um Sínodo para nos dizer isto!). No entanto, uma coisa é acolher; outra coisa é promover, estar à frente da ilicitude e levar mais pessoas ainda ao pecado. É o que a nossa Igreja está fazendo quando os sacerdotes dizem, a quem lhes pede orientação: “Isto não tem importância, isto não é pecado.”

Santo Padre, ouso dizer-lhe: Precisamos atacar o problema pela raiz, ou teremos que promover Sínodos todos os anos, para corrigir as consequências dos erros que poderíamos ter evitado.

Esta revolução marxista-cultural não poderia estar acontecendo num país que se diz de maioria católica, se compreendêssemos o que significa exatamente ser católico. A subversão moral não lograria êxito entre as famílias católicas que estivéssemos seguindo a Jesus Cristo com plena convicção. O comunismo com suas artimanhas e articulações não encontraria espaço numa sociedade unida de corpo e alma à Cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo. Então, o problema está justamente na catequese dos católicos. Precisamos voltar às origens e redescobrir, tudo de novo, de onde viemos, por que existimos e para onde vamos.

O que venho pedir à Sua Santidade  é uma palavra para os católicos do Brasil – a todos nós, mais especialmente aos Bispos e sacerdotes que conduzem este rebanho – que está neste exato momento em fase de transição da democracia para o comunismo. Uma palavra de choque que nos faça acordar para a realidade, uma palavra de ordem que nos desperte dessa letargia e nos obrigue a escolher entre céu e inferno. Aí saberemos quem são os verdadeiros católicos e com qual exército podemos contar.

Parece que o mundo não percebe o que está acontecendo aqui na América Latina e o perigo que isto representa aos demais continentes.  Nós, como católicos maioria do povo latino, antes de esperarmos que Nossa Senhora de Fátima desça dos céus novamente “pedindo a consagração do Brasil ao Seu Imaculado Coração”, antes de rezarmos para a queda do novo Muro de Berlim que se ergue diante de nossos olhos, precisamos impedir que seja construído.

Que os seus assessores possam ajudá-lo a verificar a veracidade do que escrevi, é um assunto muito complexo e extenso, seriam laudas e laudas para torná-lo a par de tudo. Peço que o Espírito Santo o ilumine a uma palavra de ordem aos bispos latinos e a todos nós.

Que Nossa Senhora de Fátima, nossa intercessora contra o comunismo, interceda pela Santa Igreja. Rogo a Ela por Sua Santidade, Papa Francisco, nestes dias tão difíceis.


Sua bênção,
  
 Raquel Nascimento Pereira


Segue-se a esta carta um CD com arquivo do mesmo texto, para acesso aos links.

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RESPOSTA:
(Imagino que deva ser daquelas respostas prontas para enviar.
De qualquer modo, diante de Deus está feito, e foi recebido.)

(acompanhada de uma lembrancinha)

(envelope)

Se quiser saber mais sobre o assunto, Prof. Hermes Nery entrevista o Presidente da CNBB, Dom Raymundo Damasceno. Assista a entrevista na íntegra clicando AQUI.


quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

A MORAL CATÓLICA: A Veracidade

1. A veracidade

Veracidade é uma virtude moral que nos inclina a procurar a máxima conformidade entre nossos sentimentos e nossos atos exteriores, principalmente nas palavras que dirigimos ao próximo.

Quanto maior for a veracidade do cristão, tanto maior é a sua semelhança com Deus nosso Senhor: "Espontaneamente nos gerou Deus pela palavra da verdade, para que sejamos, por assim dizer, as primícias de suas criaturas" (Tiago 1, 18).

a) a veracidade é necessária para a consolidação da personalidade cristã, para o trato dos homens entre si, para a firmeza da sociedade humana.
b) A veracidade não exige que se diga tudo, indiscretamente, sem distinção de lugar, pessoas e circunstâncias. A prudência manda combinar a veracidade com as virtudes da discrição e do silêncio.

Desde que tenha noção das coisas, a criança deve aprender a ouvir a voz da consciência. Para esse fim, os educadores lhe incutirão um verdadeiro horror à falta de sinceridade em atos e palavras. A mentira corrompe o caráter, profana o coração e deixa-o à mercê das paixões. O lar doméstico deve ser, para a criança, uma verdadeira escola de veracidade.


2. Pecados contra a Veracidade

a) Tagarelice ou loquacidade

A pessoa loquaz corre perigo de ofender continuamente a verdade, a justiça e a caridade. A loquacidade é sinal de que a pessoa não tem o domínio de si mesma. É muito prejudicial para a vida de virtude: "Pessoa loquazes ferem como acicates, mas a língua dos circunspectos é uma fonte de saúde" (Provérbios 12, 18, texto grego).

b) Indiscrição ou criminosa revelação de segredos

O segredo baseia-se na natureza da coisa (sigilo de confissão, segredo de correspondência, etc.), em promessa formal (assuntos confidenciais, etc.), em cargos e profissões (sigilo de médico, sigilo bancário, etc.).

O sigilo sacramental não pode ser traído de maneira alguma. Os demais segredos podem ser revelados, quando assim o exigirem razões de peso, como a obrigação de salvaguardar os direitos da coletividade (censura do correio, obrigação de denunciar certas moléstias à saúde pública, etc.).

c) Mentira ou falsificação da verdade

É uma afirmação ou negação que se opõe conscientemente à convicção interna da pessoa. A intenção de enganar não falta quase nunca, mas não pertence à essência da mentira. Distinguem-se em mentiras jocosas, danosas e oficiosas.

Mentira jocosa é a que se diz por brincadeira.
Mentira danosa é a que se diz para prejudicar o próximo.
Mentira oficiosa é a que se diz para sair de alguma situação difícil ou desagradável.

Todas as modalidades da mentira são pecaminosas. 
As mentiras jocosas e oficiosas são pecados veniais. 
As mentiras jocosas deixam de ser pecado se forem tomadas por mera brincadeira. 
As mentiras danosas podem ser faltas graves, se forem causa de prejuízos consideráveis.

d) Restrição mental ou ocultação da verdade

Consiste em restringir o sentido de uma expressão, ou dar-lhe um sentido em que não costuma ser tomada. Serve para encobrir uma verdade que não se quer ou não se pode revelar (segredo profissional, etc.).

Existem duas classes de restrição: perfeita (puramente mental) e imperfeita (parcialmente mental).

A restrição perfeita é uma mentira disfarçada. Não deixa, de maneira alguma, chegar ao conhecimento da verdade (dizer que não roubou, com a restrição puramente mental de que não foi com a mão esquerda, mas com a direita).

A restrição imperfeita pode ser facilmente reconhecida pelas circunstâncias. Quem recebe a resposta, logo sabe que não se quer, ou não se pode responder (dizer que não sabe, com a restrição de que não sabe para comunicar a outrem; a frase "não está em casa" quer dizer que não está para visitas, etc.).

   aa) Nunca é lícito usar de restrições puramente mentais.
  
   bb) Havendo causa grave e razoável, é lícito valer-se de restrições imperfeitas, a não ser que o interlocutor tenha o direito de saber a plena verdade (pais, juízes, superiores, etc.). Para guardar algum segredo profissional, pode a pessoa responder: "Não sei" (restrição "... nada que me seja lícito revelar").

Praticamente é difícil formular a restrição sem ofender nem de leve a verdade. Por isso, deve ser empregada raramente. Perturbar-se-ia a ordem social se em todas as palavras do próximo tivéssemos de suspeitar alguma restrição.


e) Dissimulação, hipocrisia, lisonja ou adulação

Encerram falta de sinceridade, e são indignas de um cristão. Por via de regra, corrompem inteiramente o caráter (criaturas venais).

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Tillmann, Frederico. A MORAL CATÓLICA. 2ª Edição. Editora Vozes, 1953. p. 189-191.

CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2015 - EU VIM PARA SERVIR

COMUNIDADE - IGREJA - SOCIEDADE
- Por Evaristo Eduardo de Miranda


EVARISTO DE MIRANDA  foi convidado a colaborar com o Texto-Base da Campanha da Fraternidade 2015 - Eu vim para servir - Comunidade, Igreja e Sociedade. Evaristo é paulistano, agrônomo, tem mestrado e doutorado em ecologia pela Universidade de Montpellier (França). Com centenas de trabalhos publicados no Brasil, é autor de 35 livros. Pesquisador da Embrapa, ele já implantou e dirigiu três centros nacionais de pesquisa. Atualmente é coordenador do Grupo de Inteligência Territorial Estratégica - GITE, da Embrapa.

Abaixo, alguns trechos de seu livro:

Páginas 27-28:
"Hoje, na Igreja pós-conciliar, sob o manto da alegria franciscana ou afrodescendente, suprimiu-se o recolhimento e o silêncio nas celebrações. Sob o manto da eficácia, condenaram-se as obras sociais católicas por 'manterem a miséria, ao invés de suprimi-la'. Sob o manto do engajamento social, mergulhou-se num ativismo alienante. Sob o manto da libertação, adotaram-se práticas manipuladoras e totalitárias. Sob o manto de abertura ao mundo, acusaram-se comunidades de fé de serem guetos cristãos. Sob o manto do compromisso social cristão dedicou-se um interesse muito maior às questões sociais e políticas do que à vida espiritual e às práticas religiosas. A formação interior e o acompanhamento espiritual, que já eram medíocres e quase inexistentes, foram reduzidos praticamente a nada.

Grupos sociologicamente católicos substituíram o evangelho por ideologias. Confundiram os pobres de espírito com sua pobreza de espírito. E fizeram de suas causas legítimas o centro de suas vidas, mantendo por algum tempo o vocabulário cristão. Nessas condições, como se espantar de que os jovens deixam uma Igreja que lhes propõe, somente e de forma desbotada, as lutas e esperanças de messianismos anacrônicos? Como se espantar de que novas vocações sacerdotais não surjam em meio a doutrinas de justiça e de transformação social onde o laicismo impera? Engajamentos não despertam vocações ou constroem a Igreja quando suas razões são mais sociais do que religiosas e demandam mais generosidade do que vida espiritual.

Igreja e sociedade são inseparáveis, mas inconfundíveis. Ao abordar as relações Igreja e sociedade logo se encontra uma multiplicidade árida de opiniões, conceitos, ações e interpretações sobre esse tema. E dependendo do movimento, uma nuvem ainda maior de poeira se levantará. Na Bíblia, o pó é uma expressão da multiplicidade, em sua uniformidade monótona, sem atração e asfixiante. Esse é o alimento da serpente: o pó, o insípido, o monótono, o mundo ápodo, sem pés. Sem sal. Quem não busca a elevação de perspectiva nesses debates e embates (como em tantos outros) está destinado a comer a multiplicidade do pó (Gn 3, 15), análoga à pululação das rãs e dos piolhos no Egito (Ex 7, 27-29; 8, 12)."

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Páginas 80-81:
“INTERVENCIONISMO

"Pode o Estado interferir na vida privada de seus cidadãos? No Brasil, tudo indica que sim e vai cada vez mais nesse sentido. O Estado brasileiro interfere de forma crescente e abusiva na vida privada dos cidadãos e das famílias. Os governos pretendem definir os padrões e regras de educação familiar e formal das crianças, intervindo em matérias como educação sexual e religiosa. Outro exemplo está na questão do desarmamento. No que pese o resultado do plebiscito nacional ter sido claramente contrário à questão do desarmamento dos cidadãos propostos pelo governo, este segue legislando e atuando como se a população houvesse decidido o contrário.

Outro exemplo importante é a chamada educação sexual e de saúde nas escolas e nas redes de saúde pública. Os programas, cartilhas e materiais pedagógicos elaborados e financiados pelos governos abordam, de forma anacrônica e invasiva, temas como homossexualismo, a prevenção de doenças venéreas, os métodos de contracepção, as orientações sobre o aborto, a prostituição, etc.  (...)

O Brasil sancionou uma medida que, em tese, proíbe os pais de intervirem fisicamente na educação dos próprios filhos. A criminalização da palmada gerou polêmica, mas foi aprovada no Legislativo. A chamada Lei da Palmada causou reações nas famílias. As crianças devem ser educadas com amor e com disciplina, sem que haja a necessidade de palmadas. Porém, quem deve determinar como educará seus filhos é a própria família, e não burocratas anônimos pagos pelo Estado. A lei brasileira já cobre os casos de agressões e violência contra as crianças. O Estado jamais deveria afrontar o pátrio poder dessa forma, pois a família, como célula fundamental da sociedade, possui uma autonomia que deveria ser antes respeitada e protegida pelo Estado.

Cabe ao Estado estabelecer e impor aos pais seus paradigmas na educação de crianças e adolescentes? Pode o Estado definir padrões idênticos e gerais do que é certo e do que é errado nesse tema? O intervencionismo estatal, nesse caso, não é subjetivista, nem relativista, nem laicista. É autoritário. É possível definir o que é certo, de forma geral, para a intimidade doméstica de todos?”

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O livro EU VIM PARA SERVIR está à disposição NESTE SITE por apenas R$ 15,00 reais + taxa de frete. Ajude-nos a divulgar!

DEUS SEJA LOUVADO!


A MORAL CATÓLICA: O DIREITO DE DEFESA

"O homem tem o direito natural de conservar a própria vida com todos os bens anexos, quer materiais, quer espirituais. Daí lhe advém, necessariamente, o direito e a obrigação de defender-se contra todas as agressões injustas. Não podendo seguir a via legal ordinária, o indivíduo tem o direito de defender-se a si mesmo.

Por legítima defesa entende-se o ato de violência física com que o indivíduo defende, em caso de necessidade, os seus bens pessoais (vida e fortuna), ainda que seja com perigo de matar o injusto agressor.

A legítima defesa é lícita:
a) Quando a violência é o único meio eficaz de defesa (por exemplo, quando não é possível fugir ou gritar por socorro).
b) Quando a inutilização física do adversário não ultrapassa a necessidade da própria defesa (bastando simples ferimento, não se deve matar).
c) Quando o prejuízo do agressor não for maior do que o prejuízo do agredido (matar o agressor por causa de um furto leve).
Quem não observar as cláusulas necessárias, excede-se na legítima defesa e peca gravemente contra a caridade.

Obs.: Muitas vezes a pessoa excede-se na defesa, não por malícia, mas por nervosismo e falta de reflexão."

Tillmann, Frederico. A MORAL CATÓLICA. 2ª Edição. Editora Vozes, 1953. p. 189.



domingo, 31 de agosto de 2014

Não tenham medo!

Quando Jesus pergunta a Pedro:
- E vós, quem dizeis que eu sou?
Pedro responde:
- Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo!
Jesus diz:
- Feliz és tu, Pedro, porque não foi um ser humano que te revelou isto, mas o meu Pai que está no céu.
Neste diálogo, Pedro não falou por si.

E naquele outro diálogo entre o Anjo e Maria, em que ela lhe pergunta:
- Como vai ser isso?
O Anjo responde:
- O Espírito virá sobre ti e o poder do Altíssimo te cobrirá com sua sombra.
Também aqui Maria não concebeu por sua própria vontade.

Portanto, todo cristão é capacitado a QUALQUER VOCAÇÃO a que for chamado, e até mesmo quando diz SIM, não é ele quem diz, mas o Espírito de Deus que está nele. 

E quando digo QUALQUER VOCAÇÃO, refiro-me também ao martírio. Quando um cristão é martirizado, é o Cristo que sofre por ele e nele.  

Sendo assim, a dor de Cristo no Calvário é inimaginável, já que Ele tomou sobre si o sofrimento da humanidade inteira - passada, presente e futura. Sofreu por nós, de uma vez por todas.


E por isso a frase: NÃO TENHAM MEDO!
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sexta-feira, 15 de agosto de 2014

sábado, 2 de agosto de 2014

Tática Socialista da Defesa às minorias - José Monir Nasser

Tive o grande prazer de conhecer o Monir e de beber um pouco do seu conhecimento. Um grande intelectual, um grande homem! Este vídeo é antigo. Se o Monir visse aonde chegamos, e tão rápido...