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sábado, 18 de junho de 2016

O que está acontecendo com a nossa Igreja?

APOSTASIA DO CLERO ou reflexo das declarações ambíguas de Papa Francisco?
Eu tenho um padre com quem me confesso regularmente, e que é também o meu Diretor Espiritual. Porém, às vezes eu me confesso em outras igrejas, até para não importuná-lo tão seguidamente com meus queixumes. E hoje, sexta-feira, dia 17 de junho, fui me confessar numa igreja em Curitiba, que não vou citar qual e também não perguntei o nome do padre, um senhor de meia idade. Foi de transtornar! Cheguei em minha casa e logo me pus a descrever a conversa, para não esquecer nada. Aqui apenas quero relatar o caso.

Ao entrar no confessionário, o Padre me acolheu com um sorriso e disse:
- Fala.
Eu me sentei à sua frente e observei que ele não usava estola. Esperei que ele fizesse o sinal da cruz, mas não fez. Meio desconcertada, fiz o sinal da cruz por minha conta, e comecei a falar:
- Eu moro sozinha e aconteceu que...
Ele interrompeu a minha fala e me deu uma aula de apostasia:

- Você mora sozinha por quê?
- Estou separada.
- Quanto tempo separada?
- 6 anos.
- Filhos?
- Quatro, todos casados.
- Já procurou um novo amor?
- Já apareceram propostas, mas isso não me passa pela cabeça. Tenho outras coisas mais importantes para fazer, e também não quero me afastar da Eucaristia, ela é o meu amor.
- E quem disse que você precisa se afastar da Eucaristia se encontrar um novo amor?
- O catecismo me diz. E a Bíblia também.
- Onde está escrito isso?
- Ora, Jesus disse que se uma mulher se separa do seu marido e se ajunta com outro homem, ela comete adultério. E adultério é pecado mortal. Como posso comungar com pecado mortal?
- Que pecado mortal? Pecado mortal, pecado venial... quem escreveu isso foram os homens!  Rasgue esse catecismo! São fariseus! E não foram os fariseus que crucificaram Jesus?
- Sim, foram os fariseus. Mas não foram os fariseus, e sim o próprio Jesus que falou que é adultério. Está na Bíblia! Além disso, é a doutrina da Igreja. O senhor deve ter acompanhado a discussão do Sínodo sobre a comunhão aos casais de segunda união, e a conclusão, o senhor sabe qual foi.
- Isso é bobagem, opiniões de pessoas. Não vale nada, esqueça isso. Imagine, será que Jesus iria condenar para sempre os casais de segunda união? Para sempre condenados? Isto não existe, Deus não condena ninguém, Deus é misericordioso!

Ele me olhou (acho que viu meu rosto assustado) e disse:
- Quer parar a conversa?
- Não, pode continuar.

- Jesus também disse: se teu olho pecar, arranca-o fora. E nem por isso as pessoas saem por aí arrancando seus olhos! A letra mata! A lei mata. Esqueça a lei. Isto é farisaísmo!
- Então quer dizer que qualquer pessoa que cometa qualquer pecado pode comungar?
- É claro que sim! O Papa Francisco disse - guarde bem esta frase - ele disse que “a Eucaristia foi feita para os pecadores”. E quem são os pecadores? São os que pecam!
- Mas Jesus não morreu na Cruz para nos salvar? Não derramou seu Sangue para nos redimir do pecado? A Eucaristia não serve para nos tornar pessoas melhores pela graça divina? Para nos levar à santidade?
- Santidade? Jesus veio para nos ensinar a amar! Abra-se ao amor, viva o amor! “Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo”! Como você pode amar o próximo se você não está se amando, mas vivendo uma vida de solidão e de tristeza? Jesus não quer isso.
- Eu não vivo uma vida de solidão. E nem de tristeza. Depois que me separei, me dedico à oração, aos trabalhos na igreja, às leituras espirituais, à minha profissão e à minha família!
- Você vai ser monja? É esta a sua vocação? Você não é uma religiosa. Você é humana, é mulher, e tem ainda muitos anos de vida pela frente! Vida a vida! Seja feliz!
- E onde fica a busca pela perfeição, pela santidade?
- Isso não existe! Somos todos humanos. Olha, esqueça isso de viver “chorando neste vale de lágrimas”, isto é tudo conversa, coisa de humanos, de pensamentos, de pessoas, opiniões.
- Eu passo meus dias pensando no céu! Eu busco a santidade, eu desejo o céu.
- Céu? Que céu??? O céu é aqui!!!! O céu é a sua felicidade aqui!

Depois, perguntou:
- Tem mais alguma coisa? (como se eu tivesse confessado algo, e eu não cheguei a dizer nada)
Eu gostaria de esticar a conversa para ver até onde ele ia, mas havia uma fila atrás de mim, para a confissão. Então, fechei o assunto.
- Não.
Ele me deu a absolvição, eu me levantei e ele concluiu:
- Volte aqui, viu? Volte. Eu quero ver você de novo, com boas notícias. Ou então vou arrumar um mosteiro pra você ir.

Saí de lá perturbada, me perguntando como seria possível o demônio invadir um sacramento.  Não atua um sacerdote in persona Christi quando ministra um sacramento? Saí à procura de qualquer outro padre, em qualquer outra igreja próxima. Eu não podia voltar para casa sem resolver isto, precisava ouvir o contrário de outro padre, para não deixar esmorecer a minha esperança na Igreja. Encontrei um padre logo a duas quadras dali. Ele ouviu tudo isto que acabei de descrever, pediu que eu desconsiderasse tudo, me disse que estou no caminho certo e me deu uma bênção. Ele me disse também que é pároco, e que lá com ele também tem um padre desses, e que ele, o Pároco, evita que esse padre atenda confissões, justamente por causa desses desvios.
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Jesus disse à mulher adúltera: “Teus pecados estão perdoados. Vai, E NÃO PEQUES MAIS”. (João 8, 1-11)

Jesus também disse: “Quem ama a sua vida, perde-la-á. E quem odeia a sua vida, guarda-la-á para a vida eterna”. (João 12, 25)
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Precisamos MUITO rezar pelos sacerdotes. Muito! Muitas almas podem se perder, se orientadas por padres como esse.





quinta-feira, 16 de junho de 2016

Regresso ao paganismo


«… alegra-me que a ficção da moda esteja cheia de um regresso ao paganismo, 
pois esse pode ser o primeiro passo para um regresso ao Cristianismo. 
Os novos pagãos às vezes esquecem – ao fazerem tudo o que os pagãos fizeram – 
que a última coisa que os antigos pagãos fizeram
 foi tornarem-se cristãos» - Chesterton.



Misericordes sicut Pater

“Sede misericordiosos como o Pai”. Frase bonita para ser dita, mas cheia de paradoxos e mal-entendidos na prática.

Deus odeia o pecado, mas ama o pecador. Ama tanto que morreu na Cruz para nos redimir de nossos pecados, levando sobre si todas as nossas culpas. Assim também nós, devemos odiar o pecado que existe em nós e também não sermos coniventes com o pecado do outro. O pecado nos destrói por dentro. Se amamos o outro verdadeiramente, devemos ser um com ele nessa luta contra o pecado, que nós também travamos interiormente, e amar o outro para além de suas faltas, vendo nele o nosso próprio rosto, lembrando que também nós somos pecadores, vulneráveis, fracos, prontos a cair a qualquer momento, se nos afastarmos da graça divina.
E assim como podemos ajudar o outro a superar suas fraquezas, assim também o outro pode nos ajudar a superarmos as nossas - estamos todos no mesmo barco!
Se Deus nos ama quando estamos caídos e apesar de termos caído, quanto mais nós, agradecidos, devemos amar nossos irmãos quando pecam, e rezar por eles, para que alcancem a graça da salvação, oferecida a todos. Se hoje eu estou aqui falando isso, é porque alguém rezou por mim, alguém foi compreensivo comigo, alguém me estendeu a mão. Nesse alguém estava outro Alguém, que me acolheu em seu Coração misericordioso.

quinta-feira, 9 de junho de 2016

Rótulo novo

"O que o mundo chama hoje de moderno, não passa de um velho erro com rótulo novo. Logo começaremos a nos dar conta de que certos intelectuais roubaram-nos o que de melhor possuímos - a fé. E por um tempo haveremos de vagar pelos campos de batalha, como Madalena no horto, dizendo: 'Levaram a meu Senhor, e não sei onde o depuseram' . Quando, porém, depararmos com Ele, de novo entraremos na posse da alma e haveremos de julgar os mentirosos, nossas vidas serão renovadas e por Seu intermédio nosso país renascerá sob a Lei de Deus" 
Venerável Fulton Sheen.

O novo homem velho



“Apenas a Igreja Católica pode salvar o homem da escravidão destruidora e rebaixante de ser filho da sua época. Em contraste com todos os outros homens, possui o católico uma experiência de 19 séculos. 
Um homem que se torne católico fica, de repente, a ter a idade de 2.000 anos. Julga as coisas da maneira como elas movem a humanidade nas diferentes épocas e países e não segundo as últimas notícias dos jornais.” 

- G. K. Chesterton


Liberdade, pra que te quero

Como seria o mundo se as feministas vencessem a sua luta? Já pensou nisso? 


Em pouco tempo:
As mulheres já não engravidariam... 
As famílias deixariam de existir... 
Não haveria crianças... só pra começar.

Enfim, as mulheres deixariam de se render aos homens para serem submissas... aos islâmicos, que procriam a três por quatro. Tem uma música de Lupicínio Rodrigues que diz daqueles "que deixam o céu por ser escuro e vão ao inferno à procura de luz".

São muito bobinhas essas feministas. Deixam a liberdade que já possuem para caírem na escravidão. A gente precisa se acostumar a ver a vida a partir de uma visão do alto. É preciso subir um pouco e olhar lá de cima, ver o que está acontecendo para além do que nossos sentidos conseguem captar.

Deus, nos acuda!

As pessoas estão tão acostumadas à violência que a morte de Cristo na cruz já não lhes diz mais nada.
Estão tão acostumadas ao bizarro, ao feio, ao mau, que se ETs medonhos descessem dos céus, ninguém daria bola.
Estão tão acostumadas ao horror do terrorismo que a morte de cristãos degolados lhes assanha ainda mais o replay do YouTube.
Estão tão acostumadas com a desvalorização da vida que Marianas e Venezuelas já não comovem mais. Enfim, eles que se virem.
Estão tão acostumadas com a tecnologia que se Jesus aparecesse nos céus, não seria mais que um holograma.
Estão acostumadas ao conforto e ao egoísmo que aquele vídeo mostrando o aborto de um bebezinho retirado a pinças do ventre de sua mãe é só mais um vídeo [batido] que rola na timeline das redes sociais.
Estão tão acostumadas ao confronto com a morte que desejariam um Segredo de Fátima mais emocionante, algo assim como o fim do mundo, e não acreditam que o segredo tenha sido SÓ uma bala que quase matou João Paulo II. Afinal, nem matou, né?


Mas chega um dia - e sempre chega - em que a tragédia bate à nossa porta. 
Daí sim, será um "Deus nos acuda"!
Nada como a pedagogia divina para pôr o homem no seu devido lugar.
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Saia da mesmice.

O Espírito Santo vem para nos desestabilizar, para derrubar as nossas estruturas, romper as nossas amarras e nos levar à liberdade. Ele é fogo, é vento, e quando nos abrimos a Ele, então ele entra e tira tudo do lugar. Por isso é que às vezes a Igreja nos assusta, e nos afastamos. Queremos viver naquela rotina medíocre que construímos, naquela vida que julgamos ser a melhor para nós, evitando, a qualquer custo, sair da área de conforto. O Espírito Santo nos expulsa dessa área de conforto e nos impulsiona à missão.

Trechos da Encíclica Divinis Redemptoris sobre o COMUNISMO

Relembrando alguns trechos da Encíclica Divinis Redemptoris sobre o COMUNISMO (vale muito a pena ler a encíclica inteira, disponível no site do Vaticano):
"A doutrina comunista que em nossos dias se apregoa, de modo muito mais acentuado que outros sistemas semelhantes do passado, apresenta-se sob a máscara de redenção dos humildes. E um pseudo-ideal de justiça, de igualdade e de fraternidade universal no trabalho de tal modo impregna toda a sua doutrina e toda a sua atividade dum misticismo hipócrita, que as multidões, seduzidas por promessas falazes e como que estimuladas por um contágio violentíssimo, lhes comunica um ardor e entusiasmo irreprimível, o que é muito mais fácil em nossos dias, em que a pouco equitativa repartição dos bens deste mundo dá como conseqüência a miséria anormal de muitos. Proclamam com orgulho e exaltam até esse pseudo-ideal, como se dele se tivesse originado o progresso econômico, o qual, quando em alguma parte é real, tem explicação em causas muito diversas, como, por exemplo, a intensificação da produção industrial, introduzida em regiões que antes nada disso possuíam, a valorização de enormes riquezas naturais, exploradas com imensos lucros, sem o menor respeito dos direitos humanos, o emprego, enfim, da coação brutal que dura e cruelmente força os operários a pesadíssimos trabalhos com um salário de miséria.
O comunismo despoja o homem da sua liberdade, na qual consiste a norma da sua vida espiritual; e ao mesmo tempo priva a pessoa humana da sua dignidade e de todo o freio na ordem moral, com que possa resistir aos assaltos do instinto cego. E, como a pessoa humana, segundo os devaneios comunistas, não é mais do que, para assim dizermos, uma roda de toda a engrenagem, segue-se que os direitos naturais, que dela procedem, são negados ao homem indivíduo, para serem atribuídos à coletividade. Quanto às relações entre os cidadãos, uma vez que sustentam o princípio da igualdade absoluta, rejeitam toda a hierarquia e autoridade que proceda de Deus, até mesmo a dos pais; porquanto, como asseveram, tudo quanto existe de autoridade e subordinação, tudo isso, como de primeira e única fonte, deriva da sociedade. Nem aos indivíduos se concede direito algum de propriedade sobre bens naturais ou sobre meios de produção; porquanto, dando como dão origem a outros bens, a sua posse introduz necessariamente o domínio de um sobre os outros. E é precisamente por esse motivo que afirmam que qualquer direito de propriedade privada, por ser a fonte principal da escravidão econômica, tem que ser radicalmente destruído.
Além disto, como esta doutrina rejeita e repudia todo o caráter sagrado da vida humana, segue-se por natural conseqüência que para ela o matrimônio e a família é apenas uma instituição civil e artificial, fruto de um determinado sistema econômico: por conseguinte, assim como repudia os contratos matrimoniais formados por vínculos de natureza jurídico-moral, que não dependam da vontade dos indivíduos ou da coletividade, assim rejeita a sua indissolúvel perpetuidade. Em particular, para o comunismo não existe laço algum da mulher com a família e com o lar. De fato, proclamando o princípio da emancipação completa da mulher, de tal modo a retira da vida doméstica e do cuidado dos filhos que a atira para a agitação da vida pública e da produção coletiva, na mesma medida que o homem. Mais ainda: os cuidados do lar e dos filhos devolve-os à coletividade. Rouba-se enfim aos pais o direito que lhes compete de educar os filhos, o qual se considera como direito exclusivo da comunidade, e por conseguinte só em nome e por delegação dela se pode exercer.
Mas donde vem que tal sistema, que a ciência já há muito ultrapassou e a realidade dos fatos vai cada dia refutando, possa difundir-se tão rapidamente por todas as partes do mundo? Facilmente poderemos compreender esse fenômeno, se refletirmos que são muito poucas as pessoas que têm penetrado a fundo a verdadeira natureza e fim do comunismo; ao passo que são muitíssimos os que cedem facilmente à tentação, habilmente apresentada sob as promessas mais deslumbrantes. É que os propagandistas deste sistema afivelam esta máscara de verdade, a saber: que não querem outra coisa mais que melhorar a sorte das classes trabalhadoras; que pretendem não somente dar remédio oportuno aos abusos provocados pela economia liberal, mas também conseguir uma distribuição mais equitativa dos bens terrenos: objetivos estes que certamente ninguém nega se possam atingir por meios legítimos. Contudo os comunistas, por esses processos, explorando sobretudo a crise econômica, que em toda a parte se sente, conseguem atrair ao seu partido aqueles mesmos que, em virtude da doutrina que professam, abominam os princípios do materialismo e os monstruosos crimes que não raro se perpetram. E, como em qualquer erro há sempre qualquer centelha de verdade, como acima vimos que sucedia até mesmo nesta questão, este aspecto de verdade põem-no em relevo com requintada habilidade, com o fim de dissimularem e ocultarem, quanto convém, aquela odiosa e desumana brutalidade dos princípios e dos métodos de comunismo; e desse modo conseguem seduzir até espíritos nada vulgares, os quais muitas vezes a tal ponto se deixam entusiasmar que eles próprios se tornam uma espécie de apóstolos, que vão extraviar com esses erros sobretudo os jovens, facilmente expostos a se deixarem enredar por esses sofismas. Além disso, os arautos do comunismo não ignoram que podem tirar partido, tanto dos antagonismos de raça como das dissensões e lutas em que se entrechocam as diferentes facções políticas, como enfim daquela desorientação que lavra no campo da ciência, onde a própria ideia de Deus emudece, para se infiltrarem nas Universidades e corroborarem os princípios da sua doutrina com argumentos pseudocientíficos."
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Outras Encíclicas sobre o Comunismo:
- Miserentissimus Redemptor (págs. 165-178)
- Quadragesimo anno (págs. 177-228)
- Caritate Christi (págs. 177-194)
- Acerba animi (págs. 321-332)
- Dilectissima Nobis (págs. 261-274)

Por quem devo rezar?

No começo da minha conversão, eu me lembro o quanto rezava, com medo de me perder. Eu rezava por mim, dia e noite, e chorava muito pelos meus pecados, por não conseguir ser melhor, como gostaria.

Depois, passei a rezar mais pela minha família, para que eles também descobrissem o que eu descobri com tanta dificuldade.

Depois de alguns anos, as minhas orações eram destinadas às pessoas mais necessitadas: aos pobres, aos sofredores, aos injustiçados, aos doentes, aos que sofrem pela maldade alheia. Eu me recordo bem que muitas vezes clamei aos céus pela vinda de Jesus, porque me angustiava ver tanto sofrimento neste mundo.

Mas, qual o que. Como Jesus poderia voltar agora, se há tanta gente que ainda não experimentou o seu amor misericordioso?



Foi só depois de muito, muito tempo, e só depois de assimilar a mística de Fátima que comecei a rezar pra valer pelos maus, pelos infames, pelos que causam sofrimento e dor, pelos que plantam a maldade nos corações inocentes. 

Nossa Senhora ama a todos, e seu título de Advogada nossa não é à toa: Ela é Mãe! Por isso que Fátima insiste que rezemos pelos pecadores - "Há muitas almas que vão para o inferno porque não há quem reze e se sacrifique por elas" - disse Ela aos pastorinhos.


Então, mãos a postos. Porque é esvaziando-nos e esquecendo-nos de nós mesmos que o amor deixa de ser egoísta para tornar-se... cristão.

quinta-feira, 14 de abril de 2016

Oração a São Miguel Arcanjo

São Miguel Arcanjo,
protegei-nos no combate,
defendei-nos com o vosso escudo
contra as armadilhas
e ciladas do demônio.
Deus o submeta,
instantemente o pedimos;
e vós, Príncipe da milícia celeste,
pelo divino poder,
precipitai no inferno a Satanás
e aos outros espíritos malignos
que andam pelo mundo
procurando perder as almas.
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
Amém.

[Nota: O Papa Leão XIII, durante a celebração de uma missa particular, teve uma visão segundo a qual soube que o Demônio pediu permissão para submeter a Igreja a um período de provações. Deus concedeu-lhe permissão para provar a Igreja por um século (este século). Assim que o Demônio se afastou, Deus chamou Nossa Senhora e São Miguel Arcanjo e lhes disse:
"Dou-vos, agora, a incumbência de contrabalançar a obra nefasta do Demônio."
O Papa a seguir compôs a oração a São Miguel Arcanjo, ordenando depois que fosse rezada de joelhos, no fim de cada Santa Missa.]
.......
É de se pensar o porquê dessa oração ter sido retirada da Sagrada Liturgia.

quarta-feira, 2 de março de 2016

A história se repete.

Desapareceram os homens piedosos da terra, não há quem seja íntegro, todos andam à espreita para derramar sangue, cada um arma laços ao seu irmão. Suas mãos estão prontas para o mal: o príncipe exige um presente, o juiz cobra suas sentenças, o grande manifesta abertamente suas cobiças, todos tramam suas intrigas. O melhor dentre eles é como um silvedo, o mais íntegro, como uma sebe de espinhos.
Não confieis em colega, não conteis com amigos, nem mesmo com aquela que dorme contigo. Guarda-te de abrir a boca! Porque o filho trata seu pai de louco, a filha levanta-se contra sua mãe, a nora contra sua sogra, e os inimigos são os da própria casa.
- Aonde está escrito isso?
- Na Bíblia, em Miquéias 7.
Para sairmos dessa, o Profeta dá a dica mais adiante:
"Eu, porém, volto meus olhos para o Senhor, ponho minha esperança no Deus de minha salvação, meu Deus me ouvirá."
Ou seja, busquemos o Senhor. Foi assim que aquele povo conseguiu superar tudo isso, é este o caminho, a única saída. O resto é consequência.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

DICA PRECIOSA!

No momento dos fogos, proteja seu cãozinho.

Leve o cachorrinho para um quarto reservado uma hora antes do estouro dos fogos 
e ligue um aparelho de som perto dele, com uma boa música clássica, 
num volume relativamente alto, bom de ouvir. 

Deixe-o lá, com a ração e a água pertinho, 
acomodado em suas cobertinhas, ouvindo a música.

A cada 10 minutos volte ao quarto e aumente o volume, 
de modo que à meia-noite o volume esteja mais alto que o barulho dos fogos. 
Você verá seu cãozinho tranquilo e até sonolento. 

Divirta-se, comemore e tenha um FELIZ ANO NOVO!

domingo, 29 de novembro de 2015

VEM, SENHOR JESUS! (mas não hoje)

Hoje é dia 29 de novembro de 2015, Primeiro Domingo do Advento. Hoje iniciamos a nossa preparação para o Natal - Vem, Senhor Jesus!


Mas, o que significa esta exclamação? Queremos mesmo que Jesus venha restaurar todas as coisas? Estamos prontos para essa vinda de Jesus, para esse encontro definitivo?

Quando estas coisas começarem a acontecer,
erguei-vos e levantai a cabeça,
porque a vossa libertação está próxima.
Tende cuidado convosco,
não suceda que os vossos corações se tornem pesados
pela intemperança, a embriaguês e as preocupações da vida,

e esse dia não vos surpreenda subitamente como uma armadilha,
pois ele atingirá todos os que habitam a face da terra.
Portanto, vigiai e orai em todo o tempo,
para que possais livrar-vos de tudo o que vai acontecer
e comparecer diante do Filho do homem.
(Lucas, 21)


Há uma frase famosa que diz: “Viva o dia de hoje como se fosse o último dia de sua vida”. Ou seja, a vida é efêmera, passageira. Sabemos disso, ouvimos isso o tempo todo, mas só compreendemos essa verdade no decorrer dos nossos dias, conforme vamos amadurecendo, ou quando temos uma experiência de quase-morte.

No meu caso, em 27 de junho deste ano de 2015, no aniversário de um de meus filhos, eu poderia ter morrido por uma morte súbita de arritmia cardíaca, se não tivesse sido socorrida a tempo. Se eu tivesse falecido, qual seria a reação de minha família?

Num primeiro momento, aquela correria: documentação, roupas para sepultar, avisar o cemitério, avisar os padres, a Igreja, os parentes, colocar “LUTO” no Facebook para alertar os amigos, marcar velório e sepultamento, e chorar bastante. Depois, viriam para casa e sentiriam muita tristeza dentro dela.

Em seguida, tão logo fosse possível, distribuiriam as funções: quem faz o quê. Reuniriam minhas roupas para doá-las a alguma instituição. Distribuiriam meus livros e fotos entre si (talvez com alguns ressentimentos uns com outros), vasculhariam meu computador levando à Igreja a pasta “Santuário”, analisariam meus escritos um a um, separando o que fica e o que deleta, o que se aproveita e o que vai para o lixo e quem fica com o que. Teriam procurado minha pasta de senhas e deletado minhas contas no Google, Facebook, Skype, WhatsApp, Youtube, etc..., e também teriam avisado o Contador, encerrado minha conta na CEF e dado baixa no meu CPF. Pronto. Certidão de Óbito em mãos, tudo OK.

Na igreja, o Pároco lamentaria, dizendo que a Raquel era muito criativa, que fazia o Informativo, que organizou o Histórico do Santuário, etc e tal. Em seguida, sem mais delongas, talvez entrasse em contato com meu irmão para dar continuidade aos trabalhos gráficos e, tão logo fosse possível, proporia um substituto para a coordenação-geral do Santuário, porque os trabalhos precisam continuar. Alguns derramariam algumas lágrimas. Outros - e talvez a maioria - respirassem aliviados: "Enfim, ela se foi. Osso duro de roer, aquela Raquel", diriam.

E a vida continua. A esta hora, quem se lembrasse já estaria celebrando o meu 5º mês de falecimento.

Meus filhos, noras e netos continuariam se reunindo semanalmente nos seus cafés da tarde para conversar, como sempre fizemos durante a vida inteira, ao redor da mesa.  De vez em quando alguém lembraria de mim, de algum passeio, algum almoço, alguma oração que eu fazia, e ficaria emocionado. Mas logo o tropeço de uma criança chamaria a atenção de todos e o assunto “mãe” ficaria para trás.

É assim a vida, passageira. É assim que as coisas funcionam.

Se nós vivemos em função de comer e beber e de nos divertir “aproveitando tudo o que a vida tem de bom”, um dia tudo isso passa, e o que ficou realmente? As lembranças? De que servem as lembranças, se não houver nelas algo mais?

Por isso é que eu, pensando nessas coisas, procuro viver realmente como se fosse o meu último dia. Todas as noites eu me deito pensando se vou acordar. Assim, antes de me deitar, procuro deixar tudo em ordem, organizando papéis e documentos, jogando fora o que não uso, deixando tudo limpo e de fácil acesso. Chego ao extremo de me deitar com pijamas discretos, pensando em evitar constrangimentos, caso eu não desperte. Ao caminhar pela casa, aproveito para separar o que emprestei, a fim de devolver o quanto antes, e já levo tudo para o carro, para ser entregue na primeira oportunidade.

Faço os meus trabalhos até o final, não deixo nada para depois.  Durante o dia, todos os meus minutos são empregados com o propósito de fazer as minhas obrigações com amor, correspondendo ao que me pedem o mais rápido possível e da melhor maneira possível, e sempre em oração.  Assim, vivendo com o estritamente essencial, vivo em paz. Tenho mais tempo para a oração, mais tempo para o trabalho e... a casa organizada! Não tenho dívidas, não tenho pendências, vivo em paz.

Ainda antes de dormir (sem saber se será a última noite) fico repassando em minha mente: Eu amei?

- Amei meus irmãos como o mesmo amor de Jesus Cristo?
- Ou fui egoísta, pensando apenas no meu prazer e satisfação?

- Procurei me desenvolver no caminho do Senhor?
- Ou fui preguiçosa e gastei a vida que Deus me deu com ociosidades?

- Fiz tudo o que Deus me pediu?
- Ou deixei coisas importantes para trás por medo, por orgulho de me humilhar, por desconfiança ou mesmo por descaso?

- Fiz o meu trabalho com amor?
- Ou reclamava o tempo todo?

- Tive paciência com as pessoas?
- Ou procurava sempre impor minhas “verdades”?

- Coloquei Deus em primeiro lugar na minha vida?
- Ou o preferi o meu bem-estar, o meu sossego?

- Procurei desfazer mal-entendidos e ressentimentos?
- Ou fui orgulhosa e não abri meu coração ao outro?

A nossa vida verdadeira não é esta. Sim, existe outra vida, e é para lá que todos nós vamos. Vivemos neste mundo como se estivéssemos em gestação, na barriga de nossa mãe. Um dia sairemos pelo “túnel” e veremos a vida eterna como ela é. Por enquanto, daqui de dentro, percebemos alguns sinais do lado de lá. Mas ninguém voltou de lá para nos contar como é, senão Jesus Cristo. Cada um de nós fará a sua experiência pessoal. Certamente, como num parto, haverá quem nos acolha carinhosamente em Suas mãos. Certamente que será uma experiência maravilhosa, e penso mesmo que seja semelhante à do parto, algo de acelerar a adrenalina (acho que vou gostar!).

E para onde vamos? Como será a nossa vida fora desta gestação? 
Nós a escolhemos. Deus não mandaria uma pessoa que odeia Cristo para junto de Si. De maneira alguma! Deus nos criou livres, e respeita a nossa liberdade de escolha, essa escolha que só depende de nós. É aí que difere a nossa vida à vida dos bebês em gestação. Quando estávamos no ventre de nossa mãe, era-nos formado o corpo. Depois que nascemos para o mundo, é-nos formada a alma, a partir do nosso Batismo e, em seguida, das nossas escolhas. Quando a alma estiver pronta, não precisará mais do corpo. Parte livre, para a nova vida.

Quando chegar a minha hora, serei eu e Deus. Ninguém mais. Quem, dentre os vivos sobre esta Terra, poderá interceder em meu favor no dia do meu encontro com Deus? Que se celebrem muitas santas missas em sufrágio de minha alma, pois só mesmo o Cristo crucificado no sacrifício da santa missa pode redimir as almas imperfeitas, no purgatório. Que se rezem Terços por mim, pedindo a intercessão de Nossa Senhora. Ela, como Mãe de Deus, pode advogar em meu favor. E que presente seria se alguém fizesse, no dia 2 de novembro, uma Indulgência Plenária em meu favor! Sim, é o que podem fazer por esta pobre alma, que ama Jesus Cristo de todo o seu coração mas que sofre na miséria de seus pecados. Desejo tanto vê-lo face a face, um dia!

No mais, não haverá justificativas, não haverá pai, mãe, irmãos, filho ou filha, marido ou amigo que possa me defender diante de Deus nesse terrível momento. O que fiz, fiz. O que não fiz, não fiz, e ponto final.

Bora preparar o meu Natal. Disse o Padre, na homilia de hoje: "Pode ser o último Natal da sua vida!" Pois é. Então, como vou preparar o último Natal da minha vida? Decididamente não será como os anteriores. Sem tantos verdes e vermelhos, sem tantos perus e pernis, sem tantos panetones e pudins, sem tantos vinhos e cervejas. Apenas um Presépio. Um simples Presépio... vazio, aguardando Jesus que vem. Que assim seja também o meu coração. Vazio de si mesmo, vazio de pecados, vazio de orgulhos e presunções. Pobre e simples, como a manjedoura. Vem, Senhor Jesus!