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sexta-feira, 6 de março de 2015

Carta enviada ao Papa Francisco

Curitiba, 30 de outubro de 2014.


À Sua Santidade Papa Francisco, sua bênção!

Tomo a liberdade de dirigir-me diretamente a Sua Santidade para pedir-lhe ajuda com relação à Igreja Católica na América Latina. Sou católica convertida há pouco mais de 20 anos, e a situação política do meu País fez com que eu estudasse mais profundamente e por conta própria os documentos da Igreja (Encíclicas, Catecismo, Doutrina Social da Igreja) e mesmo a Bíblia, que li e reli por diversas vezes.

Com relação à política, não sei se Sua Santidade sabe, mas o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva fundou em 1990, com Fidel Castro, o FORO DE SÃO PAULO, com o intuito de tornar os países da América Latina e Caribe uma nova URSS, agora com o nome de URSAL (União da República Socialista da América Latina).

Participam do Foro de São Paulo, além das FARC (Forças Revolucionárias da Colômbia) e outras entidades revolucionárias,  os seguintes países:

Argentina
Aruba
Barbados
Bolívia
Brasil
Chile
Colômbia
Costa Rica
Cuba
Curazao
Equador
El Salvador
Guatemala
Haiti
Honduras
Martinica
México
Nicarágua
Panamá
Paraguai
Peru
Porto Rico
República Dominicana
Trinidad y Tobago
Uruguai
Venezuela


A Revolução está acontecendo na América Latina com o apoio dos guerrilheiros das FARC e com a participação dos governantes dos países acima listados, que se reúnem vez por outra para decidir as estratégias para cada país, como leis do desarmamento da população, censura à imprensa, desapropriação armada de terras, descriminalização do aborto, liberação da maconha, aparelhamento das entidades estatais pelo Estado, lutas de classes, doutrinação marxista nas escolas, mudança de sexo financiada pelo Estado sem o consentimento dos pais, enfim, é o comunismo da “PATRIA GRANDE” que se consolida, como disse Cristina Kirchner no Twitter (http://oglobo.globo.com/brasil/cristina-kirchner-parabeniza-reeleicao-de-dilma-rousseff-14369322)  ao parabenizar Dilma Roussef pela sua vitória (fraudada) nas últimas eleições.

Se Sua Santidade quiser saber um pouco mais sobre o Foro de São Paulo:

De pouco a pouco a estratégia dos revolucionários liderados por Lula e Castro através do Foro de São Paulo vai tomando a posse destes países, com eleições fraudulentas e assaltos a cofres públicos, tudo “pela causa revolucionária”. No Brasil, Mensalões e Petrolões como exemplos.

Pois bem. Nada disso poderia assustar um País como o Brasil, que se diz de maioria católica. Entretanto, é bom que Sua Santidade saiba que os bispos brasileiros da CNBB, estão à frente dos católicos propagando e incentivando a adesão de todos nós no apoio a tais projetos, instituições e ideologias.

Em 2010 a CNBB apoiou plebiscito “pelo limite de propriedade da terra e grito dos excluídos”, com panfletos distribuídos a todas as paróquias do Brasil (http://www.cnbb.org.br/comissoes-episcopais-1/caridade-justica-e-paz/3869-pastorais-sociais-e-organismos-da-cnbb-confirmam-apoio-ao-plebiscito-pelo-limite-de-propriedade-da-terra-e-ao-grito-dos-excluidos) .

Ainda neste ano de 2014, a CNBB se juntou a organizações (http://www.reformapoliticademocratica.org.br/quem-somos-2/) como os ativistas da LGBT,  MST e outras instituições que promovem a luta de classes - inclusive aborto - , para uma marcha pela reforma política brasileira, que significa, de fato, a prática do decreto bolivariano 8.243 (http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2014/Decreto/D8243.htm) -  assinado pela Presidente Dilma Roussef.

E nós (pessoas como eu), todos os dias a desmascarar esses fatos dentro da nossa própria Igreja, recolhendo panfletos e trabalhando na conscientização dos nossos irmãos do que isto realmente significa. Já enviei e-mails para a Congregação para o Clero e Congregação para a Doutrina da Fé denunciando tais fatos, e nada acontece.

Nas últimas eleições, pouquíssimos sacerdotes conseguiram se manifestar contra esse comunismo que sorrateiramente se apossa do nosso País – foram moralmente perseguidos pelos demais de sua Igreja. A maioria dos sacerdotes brasileiros é “a favor dos pobres”, quero dizer, defende o Bolsa Família, Bolsa Escola, Bolsa qualquer coisa, ao invés de defender a promoção do crescimento nas regiões mais carentes.  E defendem, também e insistentemente, a luta de classes e a desapropriação de terras e expropriação de bens. É a estratégia comunista do Foro de São Paulo que se infiltra sorrateiramente em todos os níveis da sociedade – inclusive e especialmente na Igreja – para subverter a ordem pública com o seu marxismo cultural.

No Brasil, 38% dos universitários são analfabetos funcionais, ou seja, não aprenderam nada, o que abre o caminho para a subordinação ao Estado.  O sistema de saúde está sucateado, pessoas morrendo nas portas dos hospitais por falta de remédios, de leitos, milhares de pessoas desempregadas, e que acontece? O Estado DÁ uma Bolsa “Esmola” e o povo fica feliz! Povo humilde, que não conhece seus direitos.  Enquanto isso, somos vilipendiados pela corrupção que toma conta das nossas instituições públicas – com a conivência do Partido dos Trabalhadores, da Presidenta Dilma Roussef. São fatos públicos e notórios, e não temos a quem recorrer. Os pobres ficam cada vez mais pobres, e até os que não eram pobres, hoje já são beneficiários do Bolsa-Família, conforme os números abaixo:
População brasileira: 201.032.714 habitantes
Beneficiários do Bolsa-Família: 47.854.606 beneficiários (23,80% da população)

É precisamente ISTO que “toca os corações” dos nossos sacerdotes, o que, na verdade, é assistencialismo. Ou são muito ingênuos, ou compactuam com a instalação do comunismo na América Latina. Os padres que estudam nas Universidades Católicas latinas são doutrinados pela cultura marxista e aprendem a Doutrina Social da Igreja de maneira distorcida, com o apanágio da Teologia da Libertação. Já tentei conversar com alguns deles, é simplesmente impossível.

Sou uma senhora mãe de família e dona de casa. Como sempre respondo a quem me pergunta, não sou nem de direita, nem de esquerda, nem liberal, nem conservadora, nem progressista ou o que valha: SOU CATÓLICA, e o que penso, digo e faço, o faço à luz dos Evangelhos de Nosso Senhor Jesus Cristo. Faz mais de quatro anos que levanto a minha voz nas redes sociais e em todos os lugares por onde vou para advertir os católicos de que:

1) Quem faz o aborto, quem promove o aborto de alguma maneira ou quem vota em candidatos que promovem o aborto comete pecado grave e está automaticamente excomungado da Igreja (latae setentiae) e não pode, obviamente, receber os sacramentos. (Catecismo da Igreja Católica, parágrafo 2272) – O Partido dos Trabalhadores da Presidente Dilma Roussef tem na sua agenda, como uma das prioridades, a descriminalização do aborto.

2) Quem apoia o comunismo, vota em comunistas ou em candidatos que apoiam o comunismo também comete pecado gravíssimo, como nos instruem os documentos da Igreja. É o caso de Leonardo Boff, Frei Betto e outros. É o caso do Foro de São Paulo e dos países cujos governantes lhe são aliados.

No entanto, não encontro respaldo. Até mesmo na minha Arquidiocese fui rejeitada pela Pastoral da Dimensão Social por ter denunciado o seu apoio aberto ao comunismo nos protestos do "Grito dos Excluídos". Me sinto uma voz solitária que ecoa no deserto: não há ninguém para ouvir. Nem mesmo os sacerdotes, eles, que deveriam ser os arautos do Evangelho e gritar ao mundo a Verdade proclamada por Jesus Cristo.

Penso, Sua Santidade, que o problema deveria ser atacado pela raiz, e aqui faço um aparte, citando três exemplos:

1) Nas nossas catequeses (andei vistoriando os livros catequéticos):
No 1º ano se ensina que Jesus é o amigo, o companheiro. Não se fala da Cruz, nem da transcendência, nem do Plano de Salvação.
No 2º ano se ensina sobre a Criação, e o tema é o aquecimento global, manter a cidade limpa e outros assuntos de cidadania que já são ensinados nas escolas.
No 3º ano ensina-se sobre os sacramentos, mas sem muito aprofundamento.
No final das contas, os adolescentes fazem a 1ª Eucaristia mais por imposição dos pais que, por sua vez, buscam se “adequar” à sociedade. Não aprenderam a rezar, nada sabem da Santa Missa, não conheceram a Jesus Cristo, enfim, terminam a catequese com a ideia de que podem fazer o que quiserem: não há limites, porque Deus é bonzinho. São esses os católicos do futuro e também os futuros sacerdotes.

2) Se a maioria dos católicos vivesse a sua catolicidade com ortodoxia (fazendo simplesmente o que lhe orienta a Santa Igreja), não haveria necessidade de Sínodo das Famílias. Todos nós deveríamos saber de cor e salteado o que diz o Catecismo e a Igreja acerca dos homossexuais, dos casais de segunda união, das mães solteiras, das crianças sem batismo, etc. Todos nós deveríamos saber de cor e salteado o que disse Jesus Cristo acerca do matrimônio, dos mandamentos, da eucaristia. Toda essa discussão dentro da nossa Igreja é inútil, pois a resposta a todas essas questões já foi dada nos documentos da Igreja desde há muito tempo, e está nas Escrituras. O que há, além de uma grande desinformação, é a desconstrução de ideias por aqueles que conhecem a Palavra de Deus, e uma desobediência. Cada bispo age como quer, cada pároco faz de acordo com o que pensa, e os documentos da Igreja não servem para nada.

3) Como vamos viver o Ano Missionário? Sendo coniventes com o pecado ou evangelizando, levando o verdadeiro Cristo? Sim, devemos acolher os casais homoafetivos, mas para levá-los, com o nosso testemunho e as nossas palavras, à busca da santidade a que todos nós somos chamados. Mostrar a eles que a paz é possível e que começa dentro de nós pela aceitação do Caminho, Verdade e Vida que é Jesus Cristo. Mostrar que Jesus é, sim, a Porta estreita, mas é o único modo de encontrarmos a verdadeira paz – no desapego de si mesmo, na vivência cristã pura e autêntica e no amor ao próximo.

Se tivéssemos feito isso a tempo, essa nova onda não nos teria atingido. Agora já é tarde, já estamos discutindo se vamos ou não batizar a criança. É óbvio que devemos batizá-la, é óbvio que devemos acolher a todos, porque nenhum de nós é santo (é preciso um Sínodo para nos dizer isto!). No entanto, uma coisa é acolher; outra coisa é promover, estar à frente da ilicitude e levar mais pessoas ainda ao pecado. É o que a nossa Igreja está fazendo quando os sacerdotes dizem, a quem lhes pede orientação: “Isto não tem importância, isto não é pecado.”

Santo Padre, ouso dizer-lhe: Precisamos atacar o problema pela raiz, ou teremos que promover Sínodos todos os anos, para corrigir as consequências dos erros que poderíamos ter evitado.

Esta revolução marxista-cultural não poderia estar acontecendo num país que se diz de maioria católica, se compreendêssemos o que significa exatamente ser católico. A subversão moral não lograria êxito entre as famílias católicas que estivéssemos seguindo a Jesus Cristo com plena convicção. O comunismo com suas artimanhas e articulações não encontraria espaço numa sociedade unida de corpo e alma à Cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo. Então, o problema está justamente na catequese dos católicos. Precisamos voltar às origens e redescobrir, tudo de novo, de onde viemos, por que existimos e para onde vamos.

O que venho pedir à Sua Santidade  é uma palavra para os católicos do Brasil – a todos nós, mais especialmente aos Bispos e sacerdotes que conduzem este rebanho – que está neste exato momento em fase de transição da democracia para o comunismo. Uma palavra de choque que nos faça acordar para a realidade, uma palavra de ordem que nos desperte dessa letargia e nos obrigue a escolher entre céu e inferno. Aí saberemos quem são os verdadeiros católicos e com qual exército podemos contar.

Parece que o mundo não percebe o que está acontecendo aqui na América Latina e o perigo que isto representa aos demais continentes.  Nós, como católicos maioria do povo latino, antes de esperarmos que Nossa Senhora de Fátima desça dos céus novamente “pedindo a consagração do Brasil ao Seu Imaculado Coração”, antes de rezarmos para a queda do novo Muro de Berlim que se ergue bem diante de nossos olhos, precisamos impedir que seja construído.

Que os seus assessores possam ajudá-lo a verificar a veracidade do que escrevi, é um assunto muito complexo e extenso, seriam laudas e laudas para torná-lo a par de tudo. Peço que o Espírito Santo o ilumine a uma palavra de ordem aos bispos latinos e a todos nós.

Que Nossa Senhora de Fátima, nossa intercessora contra o comunismo, interceda pela Santa Igreja. Rogo a Ela por Sua Santidade, Papa Francisco, nestes dias tão difíceis.


Sua bênção,
  
 Raquel Nascimento Pereira


Segue-se a esta carta um CD com arquivo do mesmo texto, para acesso aos links.

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RESPOSTA:
(Imagino que deva ser daquelas respostas prontas para enviar.
De qualquer modo, diante de Deus está feito, e foi recebido.)

(acompanhada de uma lembrancinha)

(envelope)

Se quiser saber mais sobre o assunto, Prof. Hermes Nery entrevista o Presidente da CNBB, Dom Raymundo Damasceno. Assista a entrevista na íntegra clicando AQUI.


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